quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O fim de uma era...

Como era de se esperar, o blogger, assim como o blog do Terra que tinha anteriormente, também acabou não chegando aos pés das expectativas que tinha para conseguir passar um conteúdo bem feito, chamativo e acima de tudo organizado para as pessoas que chegam até aqui, independente do caminho que seguem.
Na próxima tentativa, estou fazendo um blog no Wordpress, com a esperança de ser minha casa definitiva. Tudo mudou, inclusive o nome. É uma época de renovação, e assim, se tudo der certo, cada vez mais espero poder passar para os leitores um conteúdo de qualidade.
Espero que compreendam a frustração!
Segue o link:
Obrigado a todos!
Ivan Chagas.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Crítica de cinema: Anjos e Demônios

Anjos e demônios: a Itália resplandece sob a insanidade de um Carmelengo
O interesse pela literatura está longe de ser parte integrante da cultura nacional. Mal sabem aqueles que não lêem, que um bom livro pode acrescentar na vida de uma pessoa não apenas conhecimento, mas tantos outros benefícios, como por exemplo, a capacidade de criatividade imaginária.
Através dos livros podemos imaginar lugares nunca visitados por nós. Grandes praças, vastos campos, belas paisagens, cidades enormes, vilarejos pequeninos, guetos fétidos, edifícios aos pedaços. Um escritor de talento, sabe transportar o leitor para os exatos lugares que suas obras utilizam como pano de fundo.
Assim foi quando li o best-seller O código Da Vinci. Imaginei Paris abraçada por beleza de encher os olhos. A cidade luz como ela sempre me foi contada por aqueles que já a haviam visitado. Largas ruas, esplêndida luminescência, e principalmente O museu do Louvre, de organização impecável.
Após assistir a adaptação da obra literária para os cinemas, em 2006, cheguei ao resultado de que tudo aquilo foi simplesmente frustrante. Três anos depois, o escritor norte-americano Dan Brown, teve uma segunda obra adaptada para as telonas, dando origem a Anjos e demônios (Angels and Demons, EUA/ITA, 2009), filme com lançamento em DVD previsto para 2 de Setembro no Brasil.
Para os mais desavisados, este segundo filme é na verdade a parte que antecede as primeiras aventuras realizadas pelo professor de simbologia americano Robert Langdon (novamente interpretado por Tom Hanks) em O código Da Vinci.
Na Itália atual, mais especificamente no Vaticano, o país, proporcionalmente mais rico do planeta, o Papa em atividade morre subitamente, e todos aguardam ansiosamente a votação e conseqüente reposição deste. Quando tudo parecia normal, quatro cardeais – os mais indicados na sucessão papal – são seqüestrados horas antes do início do Conclave – a seleção do próximo Papa a Ocupar a cadeira do Vaticano.
Apesar das rusgas e intrigas com Langdon, o Vaticano não vê outra solução além de chamar o simbologista para ajudar a igreja na busca pelos desaparecidos, já que, para isso, seria necessário descobrir a rota do “caminho da iluminação”, que levaria de encontro à antiga sociedade secreta italiana Iluminatti.
Juntamente com os seqüestros, há também a ameaça de explosão de uma bomba de antimatéria, e assim entra na história a cientista Vittoria Vetra (Ayelet Zurer), o que basicamente Sofie Noveau foi para Langdon no primeiro filme, essa moça será para ele em Anjos e Demônios, exceto pelo sex-appel do casal.
Daí em diante, dá-lhe ação, voltas e reviravoltas nos cansativos mais de 140 minutos de fita. Ron Howard, experiente diretor indicado ao Oscar deste ano pelo ótimo Frost/Nixon, também volta às rédeas dessa segunda parte, mas aparentemente não aprendeu muito com as críticas ferrenhas que sofreu com a realização de O código Da Vinci.

Situações estapafúrdias, como quando o “carmelengo super-homem” Patrick McKenna (Ewan McGregor, de A lista – Você está livre hoje?), salta de um helicóptero e faz um lençol de pára-quedas quebram um pouco a credibilidade construída ao longo da fita.
Os toques de excelência de Anjos e Demônios ficam realmente a cargo dos cenários – Roma e o Vaticano resplandecem em fontes, praças e pontos turísticos maravilhosos à luz da lua – e da edição das frenéticas cenas de ação, capazes de tirar o fôlego até mesmo dos mais sonolentos.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Ecobags: carregue essa idéia nos ombros.


Apesar de soar comum e até por diversas vezes hipócrita, cuidar do meio ambiente é mais do que essencial nos dias correntes. Quando digo isso, não me refiro a você, leitor do blog, simplesmente sair por aí, perguntando “qual é o horário de saída do próximo bote do Greenpeace para surpreender os caçadores de baleias-jubarte?”.

Cuidar do que é nosso não é uma tarefa tão árdua quanto parece. Aquela máxima de que, se cada um fizer a sua parte, todos poderemos viver comumente em um mundo melhor do que esse que dispomos hoje não tem que simplesmente ficar nas nossas mentes, ou no papel.

Revisão e regulagens nos carros é uma boa pedida, assim como, quando possível, abastecer seu meio de transporte com álcool ou gás natural, que poluem em escala um tanto quanto menor que a gasolina ou o óleo diesel.

Querem uma alternativa mais fácil? Já ouviram falar nas ecobags? Sim, numa tradução literal seria algo como sacolas/bolsas ecológicas. Alguns locais ainda trabalham com sacos de papel, às vezes até reciclados, como é o caso da vídeo-locadora paulistana 2001 Vídeo. A idéia é boa, mas honestamente, quem necessitaria de um compartimento desses para transportar algo que facilmente podemos levar nas mãos?


À parte do exemplo acima, a grande maioria dos estabelecimentos em todo o mundo ainda dispõe de sacos plásticos, que por serem feitos de cadeias moleculares inquebráveis, têm tempo indefinido para voltarem a se incorporar na natureza. Principalmente por conta deste problema, as ecobags, grande atrativo para o público feminino, estão se tornando cada vez mais populares e se transformando não apenas no chamado produto verde – que não degrada o meio ambiente – mas sim numa tendência de moda.

No inicio da disseminação, as ecobags ainda não dispunham de tamanha publicidade que hoje envolve o produto. Para criar uma identidade de “ambientalmente correto”, as bolsas eram normalmente disponíveis em tons pastéis de verde, marrom e palha, ou seja, as cores mais encontradas na natureza. Hoje em dia, tudo isso mudou.

O produto se solidificou no mercado, e como era previsto, marcas como a empresa de alimentos Perdigão, a grife Louis Vuitton, a rede de cafeterias norte-americana Starbucks, a rede de restaurantes América, entre tantos outros, também entraram no lobby de fabricação das bolsas ecológicas, não somente abraçando a causa de um mundo mais limpo, como também lucrando com a idéia.





Sendo assim, torna-se cada vez fácil encontrarmos cores, texturas estampas, penduricalhos e frases com os mais variados significados, que servem para incrementar uma idéia original, simples e correta. As bolsas, fabricadas com produtos 100% biodegradáveis, levam geralmente tecidos e linhas naturais. As pinturas e estampas são feitas com tintas à base de água, ou seja, desprovidas de solventes derivados de petróleo.

No Brasil, os sacos de supermercados, farmácia e comércio varejista em geral geram produzem o equivalente a 210 mil toneladas anuais do chamado plástico filme, e representa 9.7 % de todo o lixo produzido no nosso país. Essa realidade que preocupa tanto ambientalistas de todo o mundo já fez com que diversas leia tenham sido instauradas em paises europeus, como por exemplo na Alemanha, onde os consumidores são obrigados a pagar cerca de sessenta centavos extras pelo uso de sacos plásticos.

Obviamente, grandes empresas e corporações perderiam, e muito com a eliminação completa de produtos plásticos, mas a questão mais profunda de toda a situação não são ganhos monetários, e sim até aonde vai a ignorância humana em relação à saúde do planeta. Ecobags podem ser o início de tudo. Divulguem, utilizem, fabriquem suas próprias sacolas ecológicas. Faça sua parte na busca de um planeta mais limpo.

Qual é o SEU interesse nisso tudo?

Crítica de cinema: Wolverine - O filme

Wolverine – O filme: as dores e dissabores de ser o mutante número um.

Para o público que acompanha o cinema de perto, ou até mesmo esporadicamente, de longe, já não é mais novidade ou segredo algum que as películas baseadas em histórias em quadrinhos, mais conhecidas como HQs, são uma fonte inesgotável de trabalhos grandiosos, efeitos especiais de vanguarda e recordes de bilheterias cada vez mais impressionantes.

Assim como cresce a industria do entretenimento, principalmente norte-americana, a pirataria ao redor do planeta também se dissemina em uma velocidade talvez ainda maior, e mais voraz.. Lançamentos mundiais, segurança reforçada e olhos bem abertos nas salas de cinema, reduzida distribuição de cópias de serviço e produtos com travas anticópia são alguns dos mais variados exemplos de tentativas, diga-se de passagem, frustradas no combate a esse tipo de crime.

Quem não se lembra do triste caso do filme nacional Tropa de Elite, que antes mesmo de seu lançamento nos cinemas, já tinha cópias de alta qualidade sendo vendidas em barraquinhas de camelô por todo o país.

Em uma escala estrondosamente maior, Wolverine – O filme (X-men Origens: Wolverine, EUA/CAN, 2008), título que estará disponível para locação no Brasil a partir da próxima semana, sofreu do mesmo mal no começo desse ano, quando uma cópia em workprint – filme inacabado, sem os devidos efeitos especiais – vazou na internet, tendo seu conteúdo baixado por cerca de mais de um milhão de usuários, em apenas um dia.

Após a trilogia X-men, os estúdios Fox optaram por lançar projetos solos dos mutantes, escolhendo assim, como pontapé inicial nessa nova empreitada, Wolverine (Hugh Jackman, pela quarta vez), o mutante mais popular de toda a liga liderada pelo Doutor Xavier.

A história tem inicio quando o personagem principal é apenas o garoto James Howlett, que desde já, se via numa relação aos trancos e barrancos com Dentes de sabre. Ainda nos créditos iniciais, os personagens crescem, e épocas diferentes são recriadas, mostrando guerras, batalhas, e o conseqüente amadurecimento dos ainda inseparáveis amigos.

Anos em conjunto com Dentes de sabre (ótimo papel de Liev Schreiber, de Um ato de liberdade), Logan, como James era mais conhecido, vê mudanças na personalidade do amigo, assim como no grupo justiceiro do qual faz parte, que conta também com Deadpool (Ryan Reynolds, de A Proposta), Agente Zero (Daniel Henney), entre outros.

A fim de deixar seu passado mutante e seus traumas de guerra para trás, Logan muda-se para o gelado Canadá, onde constitui uma tranqüila vida ao lado da bela Kayla. Anos depois, procurado pelo oficial William Stryker (Danny Houston, de 30 dias de noite), o mutante se nega a voltar para os Estados Unidos, mas o faz forçadamente, à procura de vingança, quando Kayla é morta por Dentes de sabre, ainda membro da equipe de Stryker. A partir daí, o enredo desconstrói Logan, colocando Wolverine em seu lugar.

Desmemoriado, ainda mais forte e sedento por saber quem o fez dessa maneira, Jackman, que também assina a produção executiva do filme, encarna um brucutu ao pior estilo Jason Statham espancando de mais e questionando de menos, descaracterizando o personagem das HQs que busca incessantemente respostas sobre o seu passado conturbado.

Efeitos especiais descomunais, grandes cenas de ação e uma história com sentido razoável sustentam Wolverine – O filme, se julgarmos o fato de que o diretor sul africano Gavin Hood (Oscar injusto pelo horroroso Infância roubada), fez o que pôde para tornar a fita o maior blockbuster de entretenimento do ano, infelizmente sem a devida profundidade que a direção de Bryan Singer conseguiu obter ao menos nos dois primeiros volumes da trilogia X-men.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Crítica de cinema: Os delírios de consumo de Becky Bloom

Os delírios de consumo de Becky Bloom: um mar de sacolas para chamar de seu.

Os filmes de comédia atuais estão sendo cada vez mais segmentados para públicos masculinos e femininos. Os primeiros abrangem quase que em sua totalidade histórias de pouco conteúdo, muitos corpos femininos à mostra e piadinhas infames que arrancam riso fácil.

O grupo de comédias estritamente destinadas ao publico feminino é um mote um pouco mais recente no cinema mundial. Antes, mulheres e garotas eram seduzidas apenas por comédias românticas, de conteúdo previsível e finais felizes, mas há algum tempo a história tem sofrido uma metamorfose inevitável: a independência e o poder de consumo feminino.

Sex and the City, a série de tv mais feminista da história, pode ser tida como uma precursora do tipo de película descrita acima. Para quem não conhece, a história gira em torno de quatro mulheres de seus trinta e poucos anos, que vivem uma independência forçada na cidade de Nova Iorque, e que entre consumismo indiscriminado e atitudes imaturas chegam à conclusão de que não conseguem viver sem um homem pra chamar de seu.

Como há males que existem para que o bem seja refeito, títulos como O diabo veste Prada, Vestida para casar, O melhor amigo da noiva e Noivas em Guerra tiveram uma facilidade de realização e boa bilheteria, exatamente graças às portas abertas pela série de tv citada.

Adaptado do best seller homônimo da inglesa Sophie Kinsella, Os delírios de consumo de Becky Bloom (Confessions of a shopaholic, EUA, 2009), é o mais recente exemplar da espécie filmes feitos para mulheres. Todos os elementos de serie estão presentes: moda, romance, independência profissional, a busca pela auto-afirmação e um final feliz para degustar com um caixa de chocolates.

Na história, a encantadora Isla Fisher (Três vezes amor) é Rebecca Bloomwood, mais conhecida por Becky, uma jornalista que munida de doze cartões de credito, gasta o que tem e o que não tem comprando roupas, bolsas e sapatos das mais variadas e caras grifes que a big apple pode comportar.

Trabalhando para uma revista de jardinagem, seu grande sonho é se lançar na carreira de jornalista de moda, mas para isso, seu próximo degrau será aceitar o cargo de colunista para uma revista de economia, assunto que ela definitivamente não domina, já que deve 16 mil dólares para um agiota, que tem como editor Luke Brandon (Hugh Dancy, de Rei Arthur), um homem bonito, bem sucedido e que se veste impecavelmente, apesar de não fazer a mínima questão por marcas e badalações, mas por quem a garota inevitavelmente se atrairá.

Olhando a primeira vista, Os delírios de consumo... não apresenta absolutamente nada que a industria hollywoodina já não tenha fabricado, mas surpreendentemente a direção do australiano P.J Hogan (O casamento do meu melhor amigo), mantém Isla Fisher durante os 90 minutos de fita com um timming de comédia excelente e longe dos exageros costumeiramente presentes no gênero apresentado aqui.

As cenas de Becky se lamuriando com manequins de lojas que tomam vida, as confusões causadas pela jornalista nas reuniões dos dependentes de compras anônimos e a impagável cena do cartão de credito congelado são exemplares únicos nessa comédia que mescla ingenuidade e bom tom.

A trilha sonora deixa um pouco à desejar, em se tratando de um filme com um grande conteúdo pop, porém belas vitrines, figurino assinado por Patrícia Field, que leva no currículo o glamour do já citado O diabo veste Prada e a bregaria sem fim de Sex and the City – O filme, repleto de texturas e cores vibrantes, se torna um imã capaz de atrair olhares até mesmo daqueles que não entendem absolutamente nada de moda.


Apesar de aparentemente ser feito para o público feminino, Os delírios de consumo..., no desenrolar da fita, se mostra um exemplar raro na comédia atual, mirando um pouco além do que deveria, preenchendo a lacuna existente entre filmes machistas e feministas, sendo acima de tudo, entretenimento da melhor qualidade.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A "Stay" motion life...

Passos que se dispersam tão rapidamente. Mudam de ambiente repentinamente que os olhos mal conseguem acompanhar as mutações. Uma vida que por diversos momentos beiram o bizarro de uma vida normal. Controverso? Quem sabe. Se nem eu mesmo sei.

Incógnitas todos temos. Incógnitas todos somos. Dias bons podem passar em maioria, assim como para muitos – e acredito aqui que muitos seja a grande maioria – podem ser apenas uma exceção. Os meus atuais, beiram os normais, chegam aos banais.

Me pergunto se, mesmo não acreditando no que muitos crêem, isso tudo pode ser uma Matrix, ou podemos apenas estar em Stay – I mean, em uma Passagem. Tudo isso pode ser um sonho de uma pessoa com falta de existência, ou com questões existenciais sem tê-la por perto. Ou posso apenas viver assim, bem, essa boa vida que passa?

Uma coisa eu quero ter a certeza. A de não prever o meu futuro. A de não saber o que vai ser daqui pra frente e o que tem sido daqui para trás. Quero a exclusividade da certeza de não ser Donnie.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Michael Jackson

Uma vidinha freak show

Como muitos, ou poucos que aqui lêem meus textos podem ter percebido, eu nunca gosto de postar minhas opiniões sobre um certo assunto quando este está em seu ápice de comentários e visitas dos dez mais no Yahoo. Acho que tudo se torna efêmero demais. Um dia todo mundo comenta, debate, discute, e no outro, ninguém mais lembra do que ocorreu, do que foi dito, do que não foi nem lembrado.

Michael Jackson morreu já faz algumas semanas e vi que realmente não adianta me delongar ainda mais para dar as minhas impressões sobre o assunto, pois, enquanto os jornalistas ainda tiverem a chance de colocar uma minúscula nota que seja nos meios de comunicação, e esses venderem como água, o assunto não sairá de pauta.

O fato é um só: pra que chorar a morte de algo que não existia mais?

Nunca fui fã #1 de Michael. Conheço sua música. Conheço sua história. Adoro suas coreografias descomunais, as batidas de suas canções (Can’t stop untill you get enough é uma das que mais gosto). Vi sua ascensão, sua decadência, uma vida repleta de escândalos, que nem deveriam ser assim, assustadores, mas enfim, foram.

Nunca me importei com o fato de um negro “querer”, se é que podemos julgar essa transformação proposital, se transformar em branco, como a noite se transforma em raiar do sol. Acho que postura correta para uma pessoa publica é fundamental, mas ao mesmo tempo, esses tipos são seres normais, que erram como quaisquer outros.

Sua música era excelente – ao menos no começo e meio de carreira – seu estilo era único, invejável e impossivelmente imitável – Justin Timberlake que o diga. Mas o principal é: Michael Jackson da maneira que todos conheceram, se encantaram, dançaram, perderam o controle, endeusaram já havia passado desse mundo para outro há muito tempo.

Michael Jackson versus Elvis Presley

Sei que qualquer pessoa que conheça um mínimo de música sabe que comparações entre o king do rock’n’roll e o king do pop são improváveis, se não impossíveis de serem feitas. Aliás, comparações são idiotas em qualquer sentido que seja.

Elvis foi precursor de muitas coisas. Michael foi precursor de tantas outras. Cada um ao seu estilo, ao seu “rótulo”. Cada um dava o melhor de si, baseado no orçamento que tinha disponível na época, e venhamos e convenhamos, Michael tinha uma disponibilidade infinitamente superior que a guitarra/violão e voz de Elvis, portanto, comparar é burrice.

Um tinha Graceland, o outro Neverland. E o sufixo “terra” é o único elemento comum entre esses dois gigantes.

Paris fora da máscara

Se existe algo que tenho absoluta certeza de que nunca serei nesta vida, é uma celebridade, mas mesmo assim me sentirei melhor em avisar que, quando morrer, dispenso uma “festa” como foi o funeral de Michael Jackson. Não quero Mariah, não quero John Mayer, e nem Brooke Shields lamentando o que tivemos.

Achei mais do que patético, e beirando o desrespeito realizarem um tributo a MJ com o corpo do homem supostamente ali, na frente de todos. Prestar tributo já diz tudo: morto, enterrado, bate a saudade e vamos reviver o ícone por um dia. That’s it.

O que esperar de uma irmão que praticamente mostrou o peito (caído) em rede nacional durante o intervalo de um jogo de baseball? – afinal de contas, vocês já devem ter esquecido que Justin “arrancou” a teta de Janet durante essa apresentação, ok?! Podemos esperar exatamente o que vimos no funeral: uma tia tão desequilibrada que arremessou a garota Paris – filha de Michael – no meio de um furacão de emoções que nem ela mesma deveria ter experimentado na altura de seus 11 anos, expressando aquilo que provavelmente nem gostaria de tê-lo feito.

Pegue por base as mascaras que as crianças usavam no dia-a-dia. Michael era louco ou essa era uma tentativa desesperada de privar as crianças do mundo cão que era o seu? O que ele sempre defendeu, caiu por terra a partir do momento em que essas crianças foram levadas ao local do funeral. O desequilíbrio era de família, na certa.

Enfim...

Achei que tivesse mais a falar do que simplesmente clamar por paz na alma desse ser que carregava consigo a mescla de genialidade e tormento que foi MJ. Que seu legado deixado seja desfrutado por todos aqueles que se interessarem, para aqueles que acreditarem, que sua vida pós-terra seja mais feliz e consistente.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Crítica de cinema - Passageiros

Passageiros: primeiro thriller de Hathaway engana e não decepciona.

A credibilidade é uma das características mais vulneráveis que o ser humano pode adquirir. No cinema, personagens podem ser acreditáveis, e te levarem a um final completamente oposto do que se pensava a respeito durante toda a película, como por exemplo vimos Jéssica Alba fazer recentemente no suspense Awake – A vida por um fio.

Porém, um ator ou atriz, mostra sua real credibilidade quando não deixa a linha entre seu personagem e sua figura real a dividir. A bela Anne Hathaway, em sua recente corrida para fama, tem realizado diversos papéis que mostram, acima de qualquer suspeita, o seu lado de moça correta e intocável, portanto, digna de crédulo.

Entre o delicioso Agente 86, e o indigesto O casamento de Rachel – que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz deste ano – a bela atriz americana protagonizou o suspense Passageiros (The passengers, EUA, 2008), título já disponível em DVD no Brasil.

No thriller, Anne vive a psicóloga Claire Summers que enfrenta o maior desafio da sua carreira quando é designada por seu mentor (André Braugher, de O nevoeiro) a orientar grupo de sobreviventes de um acidente aéreo.

Entre todos os pacientes, Claire desperta um interesse maior por Eric (Patrick Wilson, o Coruja de Watchmen), um rapaz que a confronta, recusando sua ajuda terapêutica, e que explora suas inquietações em relação ao acidente através de pinturas que realiza em casa.

Com o tempo e paciência de Claire, finalmente Eric se abre para o tratamento, mas mira não apenas a ajuda profissional, e sim, um possível estreitamento de laços com a moça. Tentando manter a distancia profissional do sobrevivente, e ajudar o grupo que também escapou do acidente aéreo, a psicóloga se vê em meio de uma possível conspiração da empresa aérea quando esse mesmo grupo começa a desaparecer, um a um.

Em sua primeira incursão no cinema Hollywoodiano, o diretor colombiano Rodrigo Garcia, que tem em seu currículo uma extensa lista de seriados para tv americana, não consegue deixar de lado o tom de folhetim em Passageiros, explorando uma historia que invariavelmente agradará a grande massa, seja pela temática ou simplesmente pela credibilidade de Hathaway, conquistada em seus papeis anteriores.

A narrativa de Passageiros pode dar sonolência por não se aproveitar do fato de ser um suspense e colocar cenas sanguinárias ou sustos previsíveis em suas cenas, mas sim por sua filmagem escura e de tons esverdeados feitas para aumentar a atmosfera lúgubre possivelmente proposto por Garcia, sendo de grande ajuda no entendimento da história.

Citar dois famosos e intocáveis títulos do cinema moderno que obviamente serviram de inspiração para Passageiros, de fato estragaria o divertimento e a surpresa até mesmo dos leitores mais atentos a detalhes, mas vale a dica de que o ponto forte das três produções é simplesmente deixar de lado os extremos dicotômicos – como céu e inferno – que facilmente poderiam amargar a curiosa trama.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Crítica de cinema: Leonera

Leonera: uma mãe. Uma criminosa. Uma leoa.

A Argentina, considerada a maior rival do Brasil, ao menos nos campos de futebol, alimenta em Buenos Aires, a capital do país, a grande vontade e possibilidade de ser um país com ares europeus, talvez devido ao seu clima frio, as folhas de árvores tipicamente outonais, e um povo que sabe fazer valer seus direitos e deveres, especialmente na política nacional.

Apesar de se distanciar das raízes latinas, a Argentina encontra, na arte de fazer um cinema mais humano, uma forma de agregar suas características sul-americanas, inclusive em semelhanças com o nosso Brasil, às características européias impregnadas em sua terra.

Como fruto desse estreitamento de laços culturais, damos de encontro com um excelente resultado intitulado Leonera (Leonera, ARG, 2008), o último exemplar porteño lançado no Brasil, já disponível em DVD.

No enredo, Julia (a excepcional Martina Gusman), uma garota de classe média, acorda em seu apartamento e se vê em meio a uma terrível cena: há sangue por toda parte, Nahuel, seu namorado, está morto, Ramiro – econômica porém essencial participação do brasileiro Rodrigo Santoro, um amigo em comum do casal ainda respira, e ela não se lembra exatamente do que aconteceu na noite anterior. A resolução do caso? Julia vai parar na prisão.

Deste ponto em diante, o diretor Pablo Trapero (marido de Martina), utiliza o sistema carcerário nacional como mote principal para Leonera – em espanhol, o local onde os leões são fechados, no caso, as leoas.

Busca nos brasileiros Carandiru (dirigido pelo argentino Héctor Babenco), e O prisioneiro da grade de ferro, a crueza de uma personagem viver longe de uma liberdade que escorre por entre os dedos, ao mesmo tempo em que encontra no cinema europeu, a dubialidade entre drama e delicadeza, já que, ao passar por uma inspeção, Trapero nos mostra uma situação ainda mais profunda de Julia: ela está grávida.

Enquanto espera o depoimento de Ramiro, crucial para sua liberdade, sua nova morada é um pavilhão diferenciado, destinado apenas a mulheres grávidas, ou que possuem filhos menores de quatro anos. Muros cinzentos pintados de lápis coloridos formam um paradoxo visual. Choca, ao mesmo tempo em que alimenta a vontade daquelas leoas de protegerem sua prole do pouco que as cerca.

Após a inserção carcerária de protagonista, é impressionante como Trapero consegue conduzir Martina a dividir Julia em três fases distintas, que refletem não apenas no psicológico da personagem, como no físico da intérprete. Ela se choca com o início, se acostuma com o meio e se transforma ao final, tudo isso presenciado por Marta (Laura Garcia, também em ótima atuação), uma mulher que estampa no rosto a difícil experiência de já ter criado dois filhos nas mesmas condições que a novata, experiência esta que automaticamente torna a velha leoa uma mentora.

Apesar de lutar para ser alguém melhor, um grande problema de Julia é estar sempre rodeada de pessoas egoístas, como Ramiro que guarda para si mesmo o que houve na noite do assassinato ou até mesmo sua mãe, que arranca da garota o pequeno Thomas, seu único ponto de equilíbrio no momento.

É exatamente neste ponto final, neste ponto de equilíbrio, que Julia encontra a solução de seu maior problema atual: não caber em mundo algum. Não sabe nem qual é seu novo eu, e nem ao menos se caberia em si mesma. Para isso, ela deixa “apenas” todo seu antigo mundo para trás, e se refugia em uma nova selva. Uma selva ainda virgem, porém pronta para ser desbravada por uma leoa sedenta por liberdade.

Crítica de cinema: Milk - A voz da igualdade

Milk – A voz da igualdade: o importante é existir plenamente.

O preconceito e a discriminação são reações que podemos considerar como “elementos de série” de toda e qualquer sociedade existente. A secessão existe em tudo que nos circunda. O simples fato de nos identificarmos com um certo tipo de música, um estilo diferenciado na moda, ou o trabalho que realizamos, nos faz diferentes uns dos outros.

Separar negros e brancos, homens e mulheres, gordos e magros, homossexuais e heterossexuais, vai além da secessão que descrevi acima, apenas pela intensidade com a qual ela é aplicada.

No cinema, o preconceito já foi explorado das mais diversas formas. Fosse no curioso Homem Elefante do bizarro diretor David Lynch, em que um homem com deformação congênita era atração principal num freak-show, ou na primeira e belíssima incursão de Spielberg no drama A cor púrpura, onde a personagem de Whoopi Goldberg sofria abusos constantes por ser mulher e negra, o cinema explorava na fraqueza e opressão a melhor maneira de criticar uma sociedade que transbordava em hipocrisia.

Após anos fazendo cinema alternativo e muitas vezes incompreendido pela grande massa, o diretor norte-americano Gus Van Sant (Gênio indomável, Elefante e Paranoid Park), finalmente se colocou no olho do furacão de Hollywood, para dirigir a biografia do primeiro gay assumido eleito para um cargo público nos Estados Unidos, resultado que podemos conferir em Milk – A voz da igualdade (Milk, EUA, 2009), título já disponível para locação no Brasil.

No início dos anos 70, Harvey Milk (atuação que rendeu a Sean Penn o Oscar de melhor ator deste ano, e segundo de sua carreira) era apenas um nova-iorquino recém chegado à cidade de São Francisco, para realizar o sonho de abrir uma loja de revelação fotográfica, a Castro Câmera, no bairro operário Castro, hoje grande reduto GLS da cidade americana.

A delonga não foi grande até Milk, juntamente com Scott, seu namorado (papel de James Franco, Homem-aranha) encontrarem grandes barreiras a serem transpassadas na vizinhança do Castro. Boicotado e pressionado pelos outros comerciantes, o protagonista via em um simples beijo na boca em frente a sua loja, a forma mais expressiva de confrontar e fazer valer seu direito de igualdade na sociedade da época.

Inevitavelmente, os outros homossexuais acabaram vendo no lojista um representante em potencial para as causas gays que se restringiam apenas em não permitir que a policia local caçasse e exterminasse “seu povo” impunemente. No cargo de supervisor distrital (algo como um vereador no Brasil), Milk poderia ir além e confrontar, principalmente o que foi chamada de proposição 6, um plebiscito que sugeria uma lei para demitir, por justa causa, professores homossexuais das escolas americanas.

Gus Van Sant, que não esconde a sua homossexualidade, dirigi aqui sua segunda biografia – a primeira foi Últimos dias, sobre a vida de Kurt Cobain, líder da banda Nirvana, e parece se aperfeiçoar ao mesclar o drama íntimo e pessoal da pessoa Harvey Milk com a breve história do político apenas conhecido como Milk.

Mas o que seria de um diretor exemplo sem um ator do mesmo garbo? O talento de um ator se torna realmente inigualável quando seu personagem consegue se sobrepor ao rosto conhecido, e é exatamente isso que Van Sant consegue extrair de Sean Penn em Milk, tanto física quanto emocionalmente: a entrega soberba do ator.

Para contrapor o elemento comum nos filmes de Gus Van Sant, a rapidez com que a vida passa e se desfaz, ressaltemos que, apesar de Milk – A voz da igualdade se cobrir por um véu negro, e sua cena final não nega isso, assim como o arrepio nos braços, a breve história do político deixa a esperança de que, com respeito, a melhor parte da vida, é o prazer em ser e existir por completo.


Com Emile Hirsch, Diego Luna e Josh Brolin.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Baby's coming back!

Já diziam os mais sábios, ou esperançosos: quem é vivo, sempre aparece. E como não foi dessa vez que eu parti de uma boa pra uma melhor ainda, cá estou eu de volta pro blog, após duas semanas de uma gripe que insistia em não me deixar, e um sábado que quase me fez partir, com um passar mal que nunca tive antes, sabe-se lá porque, ou sabe-se sim... festa junina é o nome da causa!

Enfim, mesmo doente, passando mal, e desatualizado, uma parte boa acabou acontecendo. Consegui colocar em dia, um pouco, é bem verdade, todos os milhares de filmes que tinha aqui na minha prateleira para assistir. Filmes que compro, filmes que baixo por não achar em lugar algum, filmes que ganho, filmes que baixam e me dão, filmes emprestados, filmes “roubados”, mas depois de assistidos, devidamente devolvidos, e por aí vai.

Sim, existiu uma semana da minha vida em que simplesmente me deleitei com todos os títulos que vi. Não passou um filme ruim sequer diante de meus olhos. Aliás, tenho visto muita coisa boa, muita coisa diferente, e muita coisa main-stream!lol.

Chorei, sorri, me impressionei, me surpreendi, me decepcionei, mas me contive, enfim, tive as mais diversas sensações que um ser humano pode ter.

Ainda espero ter um tempo extra para fazer o review de todos eles, mesmo sendo antigos, já que o que importa é o filme ser de qualidade, mas por enquanto vou deixar aqui uma listinha com essas boas dicas de filmes:

1 – A viagem de Chihiro.
2 – Viagem a Darjeeling (Esperei demais por esse filme!)
3 – Quando você viu seu pai pela última vez? (Me surpreendi)
4 – Delírios de consumo de Becky Bloom (Nunca imaginei que um “filme de meninas” pudesse ser tão engraçado e divertido!)
5 – Trama internacional (A cena do tiroteio no museu Guggenheim já valeria o filme)
6 – Alta Fidelidade (Tão excelente quanto o livro. Para ver e rever!)

Enfim, passei mesmo pra dizer que estou de volta!

Até daqui a pouco.


Currently listening: Radio [ACTIVE], McFly.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Elementar, meu caro Watson...

Desde que o fantástico mundo do cinema entrou na minha vida, me tornei cada vez mais severo com criticas e mão de vaca em dar boas notas aos filmes que assisto. Isso eu não nego, mas também não tenho orgulho em admitir. Apenas o faço.

Também não sou de ficar elogiando à torto e à direito atores, atrizes, diretores e produtores dos bons filmes que vejo. Quando o faço, você, leitor, pode ter a mais plena certeza de que vale cada segundo, de cada minuto, de cada hora vivida – e não desperdiçada – na frente da tevê, ou na fila do cinema.

Sou simplesmente fascinado pelos trabalhos de Darren Aronosfky e Danny Boyle. Sempre fui, e sempre serei. Mas se tem um outro diretor que me faz querer viver uma boa experiência cinematográfica, seu nome é Guy Ritchie.

Com Snatch ele me fez mudar a visão de cinema atual, pop, fresh. Com jogos, trapaças e dois canos fumegantes – que infelizmente vi depois do já citado – Ritchie atestou para mim a que veio. Se me fez decepcionar com Revolver, seja pela bizarrice de suas cenas, ou pela pseudo intelectualidade a qual ele leva o espectador, toda a minha ira foi sanada por Rock’n’Rolla.

Mas se me permitirei idolatrar o trabalho desse jovem e visionário diretor inglês, só o resultado do que vem abaixo poderá me dizer. Por hora, eu apenas me limito a um tolo e embasbacado espectador que acredita que um trailer diz o que um filme realmente é. E espero, que assim seja.

Sherlock Holmes, com estréia prometida para 08 de Janeiro de 2010 e tem no elenco Robert Downey Jr., Jude Law e Rachel McAdams.





quarta-feira, 13 de maio de 2009

Espírito de porco!

" Não me preocupo. Não como isso"
Paris Hilton, herdeira de rede de hotéis, que se julgava imune à gripe suína.


"Ela é transmitida dos porquinhos para as pessoas só quando eles espirram. Portanto, a providência elementar é não ficar perto de porquinho nenhum."
José Serra, governador de São Paulo.

Perante todo esse pânico e medidas extremas que a mundialmente disseminada gripe suína vem desencadeando para vida de todos, é fato que algumas pessoas minimamente famosas acabariam dando seu parecer responsável de “formadores de opinião”.

Tendo em vista as, já célebres, frases acima, eu me questiono:
Bem, Paris é... enfim, Paris. Mas José Serra, homem digno da política brasileira, esclarecido, inteligente, experiente, estaria tentando explicar para a socialite americana as medidas de segurança a serem tomadas para se ver longe do problema da gripe?

É, mesmo de brincadeira, até explicar que focinho de porco não é tomada...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Crítica de cinema - A troca

A troca: uma mãe sem um corpo do filho para enterrar.

A beleza, indiscutivelmente, é uma das principais portas de entrada para o hall da fama dos atores de Hollywood. Personalidades como Tom Cruise e Brad Pitt, que ainda hoje são apontados pelo público feminino como sinônimo de perfeição, tiveram seus nomes reconhecidos pura e simplesmente pela estética, deixando os valores dramatúrgicos como plano de fundo.

Uma das atrizes mais belas do mundo, a sul–africana Charlize Theron, de fato também conquistou fama e fortuna apoiada em sua beleza indescritível, que teve de deixar de lado, engordando quase vinte quilos, e se “enfeiando” a base de muita maquiagem para conquistar o Oscar, em 2004, pela excelente personificação da assassina em série lésbica Aileen Wuornos, em Monster – Desejo assassino, filme baseado em fatos reais.

Analisando o caso das três estrelas citadas acima, temos também a contra partida de que, por muitas vezes, a beleza atrapalha um ator, deixando-o estigmatizado apenas como um rosto a ser exibido, sem talento algum para mostrar.

Assim também ocorreu com Angelina Jolie, considerada por muitos a mulher mais sexy do planeta e que, por diversas vezes, enfrentou dificuldades para abandonar a imagem de mulher fatal, e mergulhar em papéis mais profundos. Sua última investida foi em A troca (Changeling, EUA, 2008), filme baseado em fatos reais, já disponível nas locadoras nacionais.

Dirigido pelo magistral ator e diretor americano Clint Eastwood – Oscar por Menina de Ouro e também realizador do suspense dramático Sobre meninos e lobos – a película, ambientada na Los Angeles de 1920, conta a história da mãe solteira Christine Collins (Jolie), que após sair de casa rumo a mais um dia rotineiro no trabalho como telefonista, se depara com a falta de seu filho Walter de nove anos, quando retorna ao lar.

Sem ter para quem apelar, Christine pede ajuda à Policia Local, que meses depois encontra Walter e o devolve à mãe. O “pequeno” problema é que, Christine afirma em alto e bom tom que aquele garoto não é seu filho desaparecido, deixando o Departamento de Polícia de Los Angeles – DPLA – com má reputação perante a mídia e os civis.

Acusada de louca, a telefonista passa por maus bocados em um emaranhado de tramas paralelas que correm e chegam ao mesmo motivo: o seqüestro do garoto Walter. Presa, torturada e desacreditada, Christine conta apenas com o reverendo Gustav Briegleb (John Malkovich, de Queime depois de ler), que além de suas pregações e seu papel na igreja católica, também possui um programa de rádio, onde critica as más atuações do DPLA.

Prestes a completar 79 anos, o diretor ganhador de 4 estatuetas douradas, parece possuir fôlego e competência redobrados, quando comparado ao início de sua carreira, no gênero Western.

Os detalhes e cuidados com a reprodução de um ambiente dos anos vinte são de encher os olhos. Muitas colorações sépia, marrons e acinzentadas, para dar o ar de antigo a bondes, carros, prédios, casas, ruas, avenidas, e principalmente figurinos são de impecável perfeição, e funcionam extremamente bem ao transpor o espectador para a dramática história.

Liderando a rédeas curtas uma Angelina muito mais sóbria – afinal o papel é de época – e preenchida de angustia em não encontrar o filho, e pior, ter sua sanidade colocada em duvida, Clint conseguiu fazer com que a atriz não apenas expusesse seus dotes dramáticos, mas também a fez abocanhar uma indicação como melhor atriz para o Oscar deste ano.

Angelina Jolie não levou a estatueta, mas com seu papel em A troca, provou que o belo, apesar de ser extremamente fundamental para ingressar em um meio de sucesso como é o cinema norte-americano, está longe de ser a principal causa de sustentação de um ator neste meio. Beleza é um bom começo, mas o talento se mostra cada vez mais fundamental para o sucesso.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Alô? Senso? Não me deixe na mão!

Não sou modelo, aliás, estou a milhas de distancia de ser uma pessoa que causa influencias na moda, estilo ou comportamento alheio, e da massa brasileira. Em meus relacionamentos, jamais procurei numa mulher, os estereótipos que fazem as Hollywood girls parecerem todas as mesmas, com seus louros platinados, bronzeado californiano e dentes cegantemente brancos. O diferente me atrai.

Mas apesar de ser relativamente tolerante para estilos, manias e maneiras de ver o lado bom em quem está comigo, uma coisa sim, procuro numa mulher, e sei que minha atual namorada tem de sobra: senso. Senso de como se comportar em uma reunião de amigos, em uma balada lotada, em um passeio ao shopping num domingo qualquer, à mesa num almoço de família, entre quatro paredes, sempre tirando o máximo de proveito do que sua inteligência e, principalmente o seu corpo lhe propiciam.

Digo isso porque tenho a leve impressão de que as mulheres em sua grande maioria, insistem em entrar num manequim 36, quando o seu adequado seria um 38, quando não um 40. Dica: se você não tem uma genética de bulímica, não passa fome e se mata na academia oito dias por semana, ou é triatleta profissional, em suma, você é uma mulher normal, com seus pneuzinhos ou pequenas pochetes naturais atreladas na região abdominal, pense em, ao menos, usar uma calça que te sirva BEM.

É aquela velha história: Um peito pulando pra fora, pode até te ajudar a conquistar algo que deseja, já um pedaço de torresmo gritando “me deixa sairrr!!!”, ali do lado da sua cintura – ou da falta dela! – pode te levar ao lugar onde você menos gostaria de estar: o hall dos ridículos!

Toda essa história e lição de moral, moda e comportamento vem de onde? Da fila dos Correios, onde, hoje, às três e meia da tarde, eu me sentei para esperar por mais de trinta minutos a minha vez de ser chamado e poder enviar dois Sedex para São Paulo, e enquanto isso, fui presenteado com uma cena lamentável: uma mulher completamente sem noção do ridículo ao qual se expusera, lutava contra as leias da física para caber em uma calça de, no mínimo, três ou quatro tamanhos menores do que aquele que, de fato lhe serviria bem, e não contente em não entrar na calça, ainda deixava aparecer a calcinha para fora que levava o escrito PROEZA em diversas formas e tamanhos.

Era isso. Um desabafo do bom senso. Obrigado e tenham um bom dia!

sábado, 2 de maio de 2009

Crítica de cinema: Um homem bom.

Um homem bom: até aonde a ingenuidade convence?

Se existe um tema que está em alta nas grandes produções cinematográficas dos últimos tempos, esse tema é o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, também conhecido como Partido Nazi, ou Nazismo. Instaurado na Alemanha pelo ditador de origem austríaca, Adolf Hitler, o regime teve inicio em 1933, perdurando no país até o ano de 1945, quando a Segunda Guerra Mundial chegou ao seu final.

Seja em produções recentes como A Queda, A espiã, O leitor e Operação Valquíria, ou nas mais antigas e magistrais, a exemplo de O pianista e A lista de Schindler, o cinema que coloca o Nazismo em foco, tenta sempre dissecar um personagem central dessa parte da história mundial de triste relevância.

Seguindo a febre de filmes baseados no Nazismo, chega às locadoras de todo país, Um homem Bom (Good, UK, 2008), filme adaptado de uma peça de teatro do escocês Cecil Philip Taylor, que conta a história de vida do professor universitário alemão John Halder (Viggo Mortensen, de Senhores do Crime), no início da ascensão da ditadura de Hitler na Alemanha.

Apesar de ter base em uma peça teatral, Um homem bom, primeiro filme de língua inglesa do diretor brasileiro Vicente Amorim, filho do ministro Celso Amorim, não tem os vícios deste tipo de adaptação. Mesmo tendo que lidar com uma história repleta de fendas profundas como o Nazismo, Vicente consegue fazer um trabalho repleto de sutilezas, explorando uma visão ainda não convincente por parte do povo alemão: a ingenuidade perante o Holocausto.

John Halder, o homem bom do titulo, é um professor de literatura que vê o Nazismo bater cada vez mais forte às portas da Universidade. Livros são queimados, enquanto filósofos e grandes pensadores são proibidos de serem citados em suas aulas. Para John, em uma conversa com seu amigo psicanalista judeu, Maurice (boa interpretação de Jason Isaac) – conversas essas que são os pontos mais altos do filme – Hitler é uma piada, que cairá no esquecimento em breve. Ledo engano.

Lidando com uma mulher problemática, uma mãe doente, e um sogro nazista intruso, John, em meio à apatia e serenidade, vê sua sorte mudar quando seu único romance publicado cai nas mãos do regime ditatorial, e para sua surpresa, todos parecem gostar – já que o mote principal da historia é a eutanásia. Entre ficar sob um teto escuro, opressor e depressivo, e viver uma felicidade instantânea dentro dos salões amplos, límpidos e iluminados das sedes nazi, fica obvio o porque do professor concordar em ser um tipo de consultor do regime totalitário de Hitler.

Logo seus problemas são meras águas passadas e John já está com vida nova a pleno vapor. Não tarda, e Anne, a representação máxima de uma dona de casa ariana de respeito, se torna sua esposa, e uma casa ampla e mobiliada é dada como nova morada do casal. Tudo pago pelos nazistas.

É exatamente neste ponto que Vicente Amorim mostra segurar com firmeza as rédeas da direção, expondo aos poucos o personagem de excelente caracterização de Mortensen, a uma fagocitose completa por uma ideologia que esteve sempre antagônica aos seus princípios, mas que agora é sua principal forma de sobreviver ao momento de transição pela qual a Alemanha passa.


Aqui, podemos presenciar com exatidão o que já foi defendido por muitos ao longo da história mundial: a mesma massa alemã que colocou Hitler no poder, poderia estar realmente alheia ao Holocausto? À primeira vista, focando apenas John, a resposta se confirmaria afirmativa. Ainda apático, lento e de poucos momentos de sobriedade e atitude, o personagem de Viggo chega a irritar por tamanha passividade.

Sem grandes surpresas, Um homem bom, não posso negar, obtém resultado satisfatório, mas talvez por já sabermos o início, o desenvolvimento e o desfecho de um dos mais brutais capítulos protagonizados pela raça humana, chega a ser difícil de imaginar uma pessoa, sobretudo tão esclarecida como Halder, estar tão aquém de saber o que se passava à frente de seus próprios olhos incrédulos.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Crepúsculo: a tentativa fracassada de reinventar Conde Drácula.

Nos tortuosos dias da atualidade moderna, onde o ser humano perde cada vez mais o hábito da leitura, quando um escritor lança sua obra literária, e a mesma cai no gosto popular, transitando assim na lista dos livros mais vendidos de um país, angariando fãs das mais diversas idades, o título invariavelmente caminha para apenas um destino: as grandes telas de cinema.

A escritora inglesa e uma das mulheres mais ricas da terra da rainha, J. K. Rowling, criadora do bruxo infantilóide Harry Potter, foi uma das precursoras na escrita de livros para o público adolescente, transformando o personagem em uma das figuras mais admiradas por oito entre dez pré-adolescentes ao redor do mundo.

Presenciando o iminente fim da saga de Harry Potter, a dona de casa americana Stephanie Meyer, viu o cargo de “história queridinha dos adolescentes” vagar justamente quando sua criatividade como escritora aflorava, desembocando na nova saga mais idolatrada pelos jovens na atualidade: Crepúsculo, que mais do que depressa se tornou no filme homônimo (Twilight, EUA, 2008), lançado essa semana em DVD em todo Brasil.

Não apenas se apossando do filão antes dominado por J.K Rowling, Stephanie também tomou para si um gênero há tempos abandonado pelo cinema e pela literatura: os vampiros. Na trama, a garota Isabella Swan (Kristen Stewart, de Eu e as mulheres), vai morar com seu pai na fria e pacata cidade de Forks, Washington, onde acaba conhecendo Edward Cullen (Robert Pattinson, de, acredite quem quiser, Harry Potter e O cálice de fogo), um garoto esquisito e intrigante, que esconde um grande segredo: ele é um vampiro sedento por sangue.

O roteiro, também escrito por Meyer, em apenas seis semanas – a péssima qualidade da história não nega – foge do senso comum de colocar vampiros como seres sanguinários e à caça de novas presas dia e noite, romanceando uma história entre dois adolescentes vindos de mundos completamente opostos, o que já havíamos visto na belíssima e definitiva história de Drácula de Bram Stoker.

Como em toda história de romance entre adolescentes, vilões tem sua participação mais do que especial no quesito destruir um casal apaixonado, o que nos leva aos personagens James e Victoria, ambos vampiros do mal, que se mantêm à espreita por uma boa oportunidade de levar Bella para o lado negro da comunidade vampiresca do local.

Até este ponto, a trama se mostra palatável, e até promete algo bom, porém, o grande problema da fita está no baixo orçamento para absolutamente tudo que foi deixado a cargo da diretora Catherine Hardwicke, que já havia dado prova de seu excelente trabalho em Aos treze e Os reis de Dogtown, mas que, simplesmente se rebaixou a fazer um filme como Crepúsculo, onde tudo é sinônimo de falta de produção e o mínimo de dinheiro investido.

Os problemas são diversos, e apenas se acumulam ao longo das duas horas de filme. Os atores escolhidos pelo casting, são totalmente desprovidos de beleza – o que, na obra literária, é frisada como descomunal – e principalmente de talento dramático, o que se justifica nas péssimas interpretações e na falta de química entre Kristen Stewart e Robert Pattinson.

Os figurinos amplamente cafonas, e a trilha sonora mal aproveitada pela boa banda Paramore, são problemas de pouca relevância perto dos terríveis efeitos especiais – a cena de Edward carregando Bella nas costas é risível – e da lamentável filmagem que, por diversas vezes, chegavam a desfocar, ou “estourar”, quando a incidência de luminosidade contra a lente das câmeras eram demasiadas.

Ainda com mais três volumes pela frente – Lua nova, Eclipse e Amanhecer, sem contar a quinta e ultima parte, que não passa de toda história contada pelo ponto de vista de Edward, o que se espera, além claro, da histeria sem propósito do publico infanto-juvenil, é uma boa melhora por parte de roteiro, produção, atuações, figurino, enfim, tudo o que um filme necessita para ser bom, já que, Crepúsculo, se colocou, por si só, muito abaixo da linha da pobreza.

O doce saber da vida alheia...

Verdade. Mentira. Indagação

Ninguém sabe absolutamente tudo da vida alheia. Alguns acham que sabem tudo. Alguns mais dizem que sabem um pouco. Outros, tentam descobrir, para poder passar adiante. Tem gente que quer saber, apenas para guardar consigo. E há também aqueles que não se preocupam com nada além de sua própria vida.

Passado. Presente. Futuro.

Olhando assim, de perto, ou de longe, fica difícil de saber. Quem é o ex-viciado em drogas, que hoje prega palavra de Deus com a maior convicção do mundo? Quem é a filha safada que jura até a morte ao pai, dizendo-se ainda virgem? Quem é o cara que diz fazer e acontecer na cama com as mulheres, quando na verdade, o que ele gosta é de outro sexo? Quem é a dona-de-casa de sorriso largo e perfeito estampado no rosto, mas que só anda de braços cruzados a fim de esconder as cicatrizes de um surto, fincadas nos pulsos? Quem é a garota obesa ponto de referência que diz comer “apenas um pedacinho de pizza”, quando todos sabem que oito pedaços ainda não a satisfazem?

Fofoca. Intriga. Contradição.

Quem nunca foi vitima de fofoca, que atire uma pedra. Quem nunca profanou contra alguém próximo, que atire três. O ser humano é assim. Vê o que quer. Ouve o que está ao alcance de seus aguçados tímpanos. Fala sem filtro, afinal, não é a vida dele que está na berlinda. Com a reputação na guilhotina. É sádico ver o outro vir ao chão. Mas é ainda mais sádico, ajudar a chutá-lo, sem chances de defesa.

Vida vã. Deixe pra lá. Receba e guarde consigo.

Se a fofoca, a mentira e a traição são questões impregnadas no ser humano, e você sim, é um deles, faça como digo. Receba a informação e guarde, como se fosse sobre você mesmo. É feio. É baixo. É ilegal. É desigual. Todos temos nossos dirty little secret, e querendo ou não, temos que conviver com estes, como parte de nossos corpos. Se isto virá a apodrecer com o tempo e deixar um cupinzeiro destruir o alicerce de madeira, isso apenas o tempo dirá. Alguns de nós, são feitos de concreto.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Simplesmente feliz: rir de tudo é desespero.

Se existe um gênero de filme que eu abomino é aquele que cria um personagem apenas para irritar os que vivem ao seu redor. Figuras como a de Jack Nicholson irritando Adam Sandler em Tratamento de choque, ou do gordinho que vivia Bruce Willis quando criança irritar sua personagem adulta em Duas vidas simplesmente não deveriam ter saído do papel para perturbar nossas vidas.

Outro gênero que particularmente não me agrega nada é o humor britânico. É evidente que pessoas cheias de pompa e compostura simplesmente não nasceram para serem engraçadas. E é assim que esse gênero trabalha: tenta arrancar gargalhadas de situações sem um pingo de graça.

Juntando os dois elementos acima, temos Simplesmente feliz (Happy-go-lucky, ING, 2008), fita que estréia hoje nas salas de cinema do Brasil e conta a história de Poppy (Sally Hawkins, que ganhou seu primeiro Globo de ouro de melhor atriz de comédia neste ano), uma professora primária de Londres, que vê absolutamente tudo que acontece em sua vida pelo melhor ângulo possível.

Adepta de lemas como “feche os olhos e dance como se ninguém estivesse te vendo”, aos trinta anos, dividindo apartamento com uma amiga, Poppy não sabe o que esperar da vida, além de curtir cada dia como se fosse o último de sua existência na Terra.

Se sua bicicleta é roubada, ela sorri e diz “que é uma pena não ter tido tempo de se despedir da coitada”, e para solucionar o problema, a moça resolve ter aulas de direção. O problema é que Scott, seu instrutor é o completo oposto da garota, ou seja, a pessoa mais infeliz da terra da rainha. Sem delonga, o condutor chafurda em seus sentimentos mais controversos, não sabendo se o que sente por Poppy é um imenso ódio por sua felicidade constante, ou se está cada vez mais apaixonado pelo jeito amalucado da aluna.

Alheia às reais pretensões do instrutor, Poppy se envolve com o assistente social Tim quando este é chamado na escola onde a professora trabalha, devido a um problema com um de seus alunos. Mais uma vez ela acaba extraindo um lado bom de uma situação nada confortável.

Apesar da tamanha irritabilidade que a personagem de Sally Hawkins cria no espectador, ela não parece se importar em mesclar felicidade com inconveniência, e com a persistência de um palhaço para retirar risos de crianças, Simplesmente feliz chega até a agradar na metade final da fita, quando finalmente adiciona um pouco de drama à sua história, e se torna uma personagem mais humana.

Levando ao pé da letra seu título em inglês - happy go lucky, significa uma pessoa otimista - ser uma pessoa positiva e feliz, definitivamente é valido na arte de viver. Tentar extrair coisas boas, até mesmo de experiências ruins, também vale muito para um crescimento pessoal, mas, parafraseando Frejat em uma de suas canções, realmente tem-se que discernir que “Rir é bom, mas rir de tudo é desespero
”.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Cinema 3D - Uma experiência macabra.

Crítica - Dia dos namorados macabro 3D

Existem alguns elementos que para sempre irão nos remeter a um mundo repleto de modernidade e tecnologia . O teletransporte é um sonho de consumo de muitos. Evitaria trânsitos, atrasos, e até mesmo acidentes. Televisão portátil segue no mesmo molde. Conseguir ver seu programa preferido enquanto está em uma viagem, ou em um barco no meio do Pacífico, ou ainda parado no meio do trânsito, exatamente por não ter teletransporte!

Enfim, poderia enumerar diversas situações que seriam salvas com uma tecnologia pioneira, mas venho mesmo é falar de uma tecnologia já um pouquinho antiga, mas que parece estar de volta, dessa vez com força total: o cinema 3D.

Eu não me recordo de ter visto um filme em 3D desde os tempos da primeira parte de Jurassic Park – Parque dos Dinossauros, com aqueles óculos polarizados, feitos de papelão, com uma lente de papel celofane azul e a outra vermelha, e que, mais dava vertigem do que realmente fazia algum efeito em terceira dimensão.

Recentemente a rede de cinemas americana Cinemark começou a implantar salas especiais e que traziam de volta o tal 3D. Não me empolguei, pois achava que seria igual da outra vez: tudo muito amador. Ledo engano.

Essa nova leva de filmes em terceira dimensão já nos trouxe títulos como Viagem ao centro da Terra, Bolt – super cão, Coraline e o mundo secreto e Os mosconautas – No mundo da lua. Agora, o Cinemark 3D tem uma grande novidade: uma película de terror, exatamente com essa tecnologia moderna (tudo bem, teve Scar - A marca do mal, mas foi fraco, então não contaremos como experiência válida).

A refilmagem de Dia dos namorados macabro (My bloody valentine, EUA, 2009), um filme de terror teen canadense do início da década de 80, traz exatamente a mesma historinha sem graça que o original. Um grupo de jovens, dez anos depois de um massacre no dia dos namorados, dentro de uma mina de carvão, volta a ser atacado pelo assassino do passado, o qual a polícia supostamente havia exterminado.

Sem grandes nomes, atuações e bons motivos, a fita, com pouco mais de uma hora e meia de duração, empolga mesmo apenas pelo fato de ser realizada completamente em 3D. Na trama, o algoz Harry Warden, por trabalhar em uma mina de carvão, se utiliza constantemente de uma picareta para massacrar suas vítimas.

Os óculos “emprestados” pelo cinema são semelhantes àqueles da Ray-ban que todo moderninho que se preze hoje em dia usa pra sair na balada – e que eu, particularmente, acho o cúmulo da cafonice. Totalmente preto, e mais largo nas bordas, ele cabe perfeitamente por cima dos óculos de grau, para pessoas – como eu – que não utilizam lentes de contato.

Fogo, sangue, picaretas voando e até mesmo armas perfeitamente apontadas para o expectador fazem de Dia dos namorados macabro 3D, uma experiência pra lá de divertida. Mas vá preparado para pagar um pouco – só um pouquinho – mais, afinal de contas, a tela especial e os óculos alugados, também têm seu preço. A fita estreou dia 13 deste mês, portanto, quem ainda não viu, tem algumas semanas pela frente para provar um pouco da volta dessa tecnologia tão intrigante que é o cinema em terceira dimensão.

terça-feira, 24 de março de 2009

Ja conhece? - She & Him

A cada dia, me aparecem exemplos pela frente que confirmam a minha suposição: algumas pessoas nascem com a STI – Síndrome do Talento Infinito. Artistas que saem do cinema para tentar a carreira na música, e mais comumente cantores e cantoras que migram dos estúdios de gravação para os grandes sets das telonas acabam se tornando regra, ao invés de exceção.

Essa semana mesmo ouvi rumores de que O guarda-costas poderia ganhar uma refilmagem, e que, no lugar da já acabadérrima Whitney Houston os produtores pensavam (ou não!) em colocar a full-time sexy mama life style Rihanna. A minha reação? “Wha da fuck?”

Enfim, não estou aqui pra dar notícia ruim, e sim para pinçar algo que dá certo na transposição cinema-musica-vice-versa e jogar pro pessoal tentar conhecer – para aqueles que nem sabem da existência – e para os que já ouviram falar, tentarem descobrir um pouco mais sobre...
She & Him.

Sim, She & Him – na tradução para o português: Ele e Ela, é uma dupla de...dou um doce pra quem adivinhar?! Um homem e uma mulher! Ohhhhhh... Agora, convenhamos, apesar de óbvio o nome da dupla, ao mesmo tempo, soa para mim, algo tão bobamente original que já me derreto pelos integrantes apenas pelo nome da banda! Eu sei...
too much!

Enfim, vocês devem estar se perguntando: mas aonde entra o cinema nessa história toda? O caso é que o She & Him é composto pela graça de menina Zooey Deschanel e pelo estiloso músico M. Ward, que desde sempre tem tentando sucesso na música, participando de diferentes maneiras em álbuns de pessoas conhecidas do grande público, como Cat Power e Norah Jones, mas sem grande êxito numa carreira solo.

Já Zooey é atriz desde que se entende por gente. Passando por filmes como Quase famosos, Tin Man, e a bomba Fim dos tempos, ela finalmente conseguiu unir um pouco de suas duas carreiras na engraçadissima comédia Sim Senhor, ao lado do ator Jim Carrey, com quem faz par romântico impagável.

A música do She & Him é única. Bebe de fontes como o country, blues, mas pode ser tomada basicamente como um folk pra lá de estiloso. Muitas vezes melosa e esganiçada, a voz de Zooey parece ser de alguém que não tem a menor idéia do que está fazendo atrás de um microfone, muito menos entoando canções tristonhas. E a graça? A graciosidade está exatamente nisto: em She & Him não se levar tão à sério como deveria.

Isso você pode ver no primeiro clip da dupla, da canção Why do you let me stay here?, tosco ao extremo, mas completamente despido de auto-piedade. A música do clipe citado, juntamente a balada quase havaiana de I should have known better, e a semi-acapela de You really gotta hold me formam a trinca das minhas canções preferidas do álbum de estréia do She & Him, que simples e direto como o nome da banda, foi intitulado Volume One.

Para quem quiser conferir o som do She & Him, o visual meio retro folk chique e a beleza hipnotizante de Zooey Deschanel, provem um pouco ou a página do myspace ou o site oficial da banda.

Myspace:
www.myspace.com/sheandhim
Site oficial:
http://www.sheandhim.com/

Dez filmes sobre a arte de segurar um microfone!

Por menor que seja a parte que o Jornalismo, minha real profissão, ocupe a minha vida – estou tentando mudar isso, eu juro – eu ainda me sinto um moleque com vontade de segurar um microfone, colocar uma câmera nas mãos, abraçar o mundo e transformar a verdade numa simples notícia.

Claro que o cinema e as críticas que este mesmo me proporciona nunca, jamais desocuparão lugar na minha agenda, muitas vezes apertada.

Tentando juntar essas duas paixões, e também minha terceira paixão que são as listas, acabei relacionando abaixo dez filmes que têm a profissão de jornalista como mote principal. Sendo eles bons, ruins, terríveis, dramáticos ou aterrorizantes, eles elevam a minha profissão ao status de herói da verdade.
Enjoy it!


1 – O quarto poder
2 – REC
3 – A caçada
4 – O informante
5 – Quase famosos
6 – O diabo veste prada
7 – Capote
8 – O show de Truman
9 – Cidade de Deus
10 – Frost/Nixon


Se você se lembrar de algum filme, seja ele bom ou ruim, mas que esteja relacionado com a minha profissão, anote aí no comentário pra quem sabe, ele entrar em uma próxima lista!

(?) Não, eu não vi Cidadão Kane, nem Todos os homens do presidente, nem O povo contra Larry Flint, e me envergonho disso! Deixei muitos de fora, como Boa noite e boa sorte ou Chegadas e partidas por serem extremamente chatos.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Ja conhece? - James Morrison

Se existe uma maneira de desmerecer uma banda ou cantor, é colocar seu estilo musical como “pop/rock”. Já ouviram aquela velha história:

- Nossa, vâmo bombá na balada hoje que vai tocar uma banda superboa!
- Sério mesmo? Que tipo de música?! Só não me fala que é pagode, hein, miga?!
- Que nada, fica sussa que é poprock!
- Ah! Beleza, bora chamá a galera!

Não existe nada mais deprimente que um rótulo poprock tudojunto pra (des) classificar um artista. Sinceramente, é o típico J. Quest lifestyle (com o perdão de citar os caras. Eu gosto deles). Mas são simplesmente aquelas pessoas que não se contentam nem com o pop, e tão pouco me parecem duronas ou competentes o suficiente para fazerem um bom rock.

Como toda história tem suas exceções, aqui vai uma destas de dar orgulho de comentar.

James Morrison, cantor britânico e, coincidentemente, de mesmo nome de Jim Morrison – sim, ele mesmo, o vocalista do The Doors, que tem como nome de batismo James Douglas Morrison – é o que podemos classificar como um cantor que sabe honrar o nome do poprock atual.

No post abaixo coloquei Jason Mraz no “Já conhece” da semana, mas como não consegui esperar até a semana que vem para fazer mais um post destes, vejo que agora é a vez de James Morrison, 25 anos, cantor da terra do Big Ben, despontar por aqui.

Nascido e criado na pequena Rugby (o mesmo nome do jogo semelhante ao futebol americano), James, desde os cinco anos de idade, já se interessava por música, mas só aos 13 é que realmente começou a levar seu interessa mais à sério, por persistência de um tio, que via grande talento no garoto autodidata.

Sempre compondo suas próprias canções e após testes e apresentações para produtoras, James conseguiu em 2006 gravar seu primeiro álbum, Undiscovered. O resultado? Um trabalho simplesmente impecável.

Por sua voz ser extremamente grave – o que deve dificultar o trabalho com o artista, colocando-o no tom correto – o resultado poderia ser um desastre. Pensem em Daniela Cicarelli gravando algo! Mas o tom perfeito, aliado a letras recheadas de situações onde amor e ódio caminham lado a lado, simplicidade instrumental, sem perder o requinte na produção, fazem de seu álbum de estréia algo realmente sublime, daquele tipo de CD em que nenhum faixa necessita ser passada à frente.

Claro que títulos como You give me something (tema da novela global Belíssima), Wonderful World, Call the police e This boy se sobressaem aos outros, não menos bem realizados.

Nas paradas brasileiras, o cantor está em evidência com a excelente canção Broken strings, um dueto que compartilha com a bela Nelly Furtado, e primeiro single de seu novo trabalho Songs for you, truths for me, que ainda traz a canção Precious love, na minha opinião, uma das melhores canções de sua, ainda, breve carreira.

Ainda recente no meio artístico, James Morrison parece ter para dividir com o público, muito mais do que apenas um nome famoso. Talento nato, letras de garbo, produção de ponta e um público alvo jovem, são elementos praticamente mágicos para um cantor na idade de James e na atual situação de defasagem em que o meio artístico se encontra. Agora que Morrison foi “discovered”, com o perdão do trocadilho, é esperar que a rádio não corrompa sua carreira promissora, repleta de belas canções.

terça-feira, 3 de março de 2009

Ja conhece? - Jason Mraz

Em tempos onde os artistas pop se utilizam cada vez mais de efeitos sonoros sintetizados, se deparar com um cantor que realmente faça boa música pura e simplesmente com o dom que lhe foi garantido, é coisa rara.

Mesmo em meio à essa crise de identidade e criatividade, algumas surpresas acabam aparecendo no tortuoso caminho pela busca de algo novo. Dessa vez a surpresa tem nome, e ele é Jason Mraz.

Ainda que com poucas canções alçadas ao primeiro lugar de paradas de sucesso do mundo todo, o cantor e compositor norte-americano de 32 anos já carrega três álbuns gravados em sua bagagem. Com um estilo sem rótulos, ele flerta com gêneros desde pop ao reggae, passando pelo folk e até mesmo temperando essa salada toda com um pouco de jazz.

Finalmente descoberto pelas rádios brasileiras no início deste ano, Jason Mraz tem o hit I’m yours, single de seu último álbum We sing, we dance, we steal things, tocando insistentemente na freqüência FM do nosso país. Para os mais desavisados, o início da canção pode passar como um novo trabalho do cantor havaiano Jack Johnson, devido à calmaria e simplicidade dos tons, apesar da grande diferença vocal entre ambos.

As canções Lucky e Details in the fabric, onde Jason divide os vocais consecutivamente com Colbie Cailat e James Morrison (cantor que também merece um breve Já conhece?), também integram seu álbum de 2008, que alcançou o terceiro lugar no top 200 da Bilboard – local mais alto alcançado por um trabalho do cantor.

Muitas cordas de violão e guitarras afinadas, bateria seca, uma voz que não surpreende, mas faz muito bem o trabalho que tem de ser feito, e letras velozes dão o tom ao excelente trabalho de um cantor pop, no melhor sentido existente para a classificação (e não rotulação).

Para quem gostou, não deixe de conferir também as canções You and I both, The remedy (I won’t worry), Too much food, ótimos exemplares do trabalho que Jason Mraz vem realizando e que contribuem bastante para a salvação do bom pop/reggae/ska/folk...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Especial Oscar 2009 - Quem quer ser um milionário?

Quem quer ser um milionário?: a grande festa de um cão sarnento.

Há alguns anos, o Oscar, a maior festa do cinema mundial já dava indícios de que a Academia – os votos de 5800 pessoas, provindos de mais de 30 países – estava começando a se cansar das mesmices de oitenta anos consecutivos de premiações.

A alternatividade e graça de filmes pobres em orçamento, e riquíssimos em história, como A pequena miss sunshine e Juno, já alertavam que, mais dia, ou menos dia, uma superprodução como O curioso caso de Benjamin Button, formada por um elenco tipicamente americano – vide Brad Pitt no papel principal, seria facilmente trocada por uma obra-prima focada no terceiro mundo.

Não é segredo para ninguém que Danny Boyle é um gênio para mim. Um ser que traz para a vida de qualquer pessoa Trainspotting e Extermínio simplesmente não pode passar desapercebido. Apesar de sempre ter seus filmes taxados como “muito video-clipe”, o diretor escocês se tornou de fato um ícone da direção de cinema.

Para aqueles que imaginavam que sua carreira estava se extinguindo aos poucos, e que seu legado se estendia apenas aos dois filmes acima citados, no começo deste ano, uma “surpresinha” intitulada Slumdog Millionaire – algo como “favelado milionário” – fez com que os valores cinematográficos de Hollywood fossem reavaliados.

O roteiro de Quem quer ser um milionário? (Slumdog Millionaire, ING, FRA, 2008) novo filme de Boyle, com pré-estréia prevista para hoje - e estréia nacional no próximo dia 06 de março, baseado na obra Q and A, escrita por Vikas Swarup, lançada em 2005, possui dois adjetivos centrais: simples e envolvente.

Jamal Malik (Dav Patel) é um tímido garoto indiano que viveu toda a sua infância e adolescência nas favelas de Mumbai, Índia, dividindo alegrias e tristezas com seu irmão Salim. Agora com 18 anos, está prestes a se tornar um milionário, por pura ironia do destino: participar da versão indiana de Quem quer ser um milionário? (algo como o extinto Jogo do Milhão de Silvio Santos), para encontrar seu amor de infância, Latika (a bela Freida Pinto), espectadora assídua do programa, de quem foi afastado quando criança.

A cada pergunta feita à Jamal, uma resposta pensada, repensada e correta sai de sua boca, deixando o apresentador do programa cada vez mais intrigado com a grande sabedoria de um garoto tão jovem. Fica a dúvida: estaria Jamal trapaceando? A sorte estava ao sei lado o tempo todo? As perguntas eram fáceis demais, ou para cada resposta certa, existia uma lição de vida acumulada pelo garoto em sua trajetória?

Assim como Fernando Meirelles trabalhou com a África em O jardineiro fiel, Danny Boyle retira extrema beleza de um lugar como a Índia, repleto de pobreza e disparidade socioeconômicas. A soma do colorido do figurino, a velocidade como a história flui e o carisma dos personagens beira o sublime.

Com dificuldades em conseguir uma boa verba para realizar a película, Boyle quase foi obrigado a lançar Quem quer ser um milionário? Diretamente no formato de DVD. Parece que, assim como na história de Jamal, a sorte estava colada no diretor escocês, fazendo seu árduo trabalho ser a sensação do momento ao redor do mundo.

Concorrente a dez estatuetas na festa de domingo passado, Quem quer ser um milionário? acabou levando pra casa oito delas, incluindo Melhor filme, Melhor diretor e Melhor roteiro adaptado, além de outros 63 prêmios de cinema. Ao que parece, um vira-latas, com seu olhar de piedade e carisma sem igual, fez com que a grande e poderosa indústria de cinema americano, merecidamente se curvasse frente ao melhor estilo Bollywood de fazer histórias que celebram a vida.

Ao Oscar, minhas desculpas.

And the Oscar goes to...

Antes de qualquer coisa, sei que devo explicação aos poucos que passam por aqui todo dia, semana ou mês. Explico-me porque nunca tinha vindo com a idéia de fazer um especial, de qualquer tipo que fosse este, mas finalmente, com o novo blog, e com a possibilidade de ver todos (sim, eu disse todos!) os filmes concorrentes às principais categorias do Oscar, antes do grande dia da premiação dos Academy Awards, resolvi fazer o “Especial Ocar”, com resenhas e apostas para cada filme concorrente.

O resultado não foi totalmente satisfatório, eu admito. A corrida para escrever a maior quantidade de resenhas, sobre os melhores, ou mais visados filmes realizados em 2008, lançados também neste início de 2009, foi atolada de outras tarefas do dia-a-dia a serem cumpridas, portanto, muitos filmes ficaram de fora.

Mas ainda assim, como o Oscar sido realizado no domingo passado, e com praticamente quase todas as películas já disponíveis, ou em salas de cinema ou em DVD, eu faço aqui a promessa e dar a minha opinião, fazer minhas próprias críticas e analises sobre aqueles que levaram ou que apenas concorreram ao “soldadinho de ouro” do cinema.

Seguem abaixo os ganhadores do Oscar 2009 - em vermelho aqueles que acertei em cheio.

Melhor filme: Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor diretor: Danny Boyle (Quem Quer Ser um Milionário?)

Melhor ator: Sean Penn (Milk - A Voz da Liberdade) – Apostei em Mickey Rourke, e acho que deveria
haver um empate aqui!

Melhor atriz: Kate Winslet (O Leitor)

Melhor ator coadjuvante: Heath Ledger (Batman: O Cavaleiro das Trevas)

Melhor atriz coadjuvante:
Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona) - Sabia que penélope ganharia, mesmo querendo que Amy Adams levasse o prêmio, por ser muito mais competente.

Melhor animação: Wall-E

Melhor filme em língua estrangeira: Departures - Aposte em Valsa com Bashir,
por estar sendo muito comentado.

Melhor roteiro original: Milk - A Voz da Liberdade

Melhor roteiro adaptado: Quem Quer Ser um Milionário?

Melhores efeitos especiais: O Curioso Caso de Benjamin Button - Apostei em Batman.

Melhor direção de arte: O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor fotografia: Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor mixagem de som: Quem Quer Ser um Milionário? - Apostei em Batman.

Melhor edição de som: Batman: O Cavaleiro das Trevas

Melhor trilha sonora original: A.R. Rahman (Quem Quer Ser um Milionário?)

Melhor canção original: Jai Ho (Quem Quer Ser um Milionário?)

Melhor figurino: A Duquesa

Melhor documentário de longa metragem: Man on Wire

Melhor edição: Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor maquiagem: O Curioso Caso de Benjamin Button - Acharia mais justo Hellboy 2 levar o prêmio!