terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Especial Oscar 2009: Hellboy II - O exército dourado

Hellboy II - O exército dourado: efeitos de encher os olhos.

Seqüências de grandes sucessos cinematográficos são, em sua grande maioria, projetos extremamente delicados de se realizar. Contar com o mesmo elenco, ter o mesmo diretor no comando de uma segunda parte, e apoiar-se exatamente na mesma equipe técnica, são alguns elementos que podem ajudar, e muito, no sucesso de uma franquia. Caso contrário, o desastre pode ser eminente.

A lista de seqüências mal sucedidas na história do cinema é vasta. E em contra partida, se fôssemos colocar no papel a quantidade de segundas partes que tiveram êxito igual ou maior que sua antecessora, talvez uma página inteira não seria preenchida.

Neste segundo, e seleto, grupo de seqüências, podemos mencionar, com muito esmero HellBoy II – O exército dourado (Hellboy II – The golden army, EUA/ALE, 2008), continuação de Hellboy (2004), com previsão para chegar nas locadoras do país até o final desta semana, após grande êxito nas bilheterias de todo o mundo.

Adaptada das histórias em quadrinhos, pelo brilhante diretor espanhol Guillermo Del Toro (criador de O labirinto do fauno, ganhador de quatro Oscar), a segunda parte das aventuras do grandalhão vermelho (interpretado por Ron Perlman, de Em nome do rei) que dá título às fitas, é ainda mais incrível e consistente que a precursora, de quatro anos atrás.

Analisando Hellboy II - O exército dourado, a idéia que se tem é a de que, Hellboy foi apenas uma pequena introdução para um projeto ainda mais grandioso que hibernava nos confins da genialidade de Del Toro. Seria como uma apresentação do personagem, para que o grande público, não acostumado com as histórias em quadrinhos criadas por Mike Mignola, se conscientizar da existência de tal.

Nesta segunda parte, os efeitos especiais são ainda mais soberbos que na primeira. O super-herói continua o mesmo: desastrado, sem papas na língua e vivendo um romance, aos trancos e barrancos, com sua namorada pirocinética Liz Sherman (Selma Blair, de O banquete do amor), especialmente agora que o convívio se dá mais difícil devido à entrada de Johann, um detetive formado de energia, para o Escritório de defesas e pesquisas paranormais.

Assim como toda a história, a complexidade também chega aos vilões em O exército dourado. Além de enfrentar sua crise amorosa com Liz, Hellboy também passa por dificuldades perante o FBI, devido a uma aparição desproposital em público, que gera problemas ao órgão do governo, já que, até então, a população não tinha conhecimento da existência de seres como o super-herói.

Paralelamente a essas crises em sua vida, Hellboy, juntamente com Liz e seu fiel escudeiro, o aquático Abe Sapien (Doug Jones), o protagonista deve enfrentar príncipe Nuada, filho de Balor, o rei dos elfos da antiguidade, que há décadas havia construído um exército de ferro indestrutível, que dá nome a essa segunda parte, para combater os humanos. Com medo da destruição que o exército poderia causar, Balor resolveu dar trégua aos humanos, acordado que estes ficassem com as cidades, e os elfos com as florestas. Anos depois desta trégua, já nos dias atuais, o príncipe Nuada, a contra gosto de seu pai, e de sua irmão, princesa Nuala, resolve ressuscitar o exército dourado, para ter total controle da humanidade.

Com a ajuda do mesmo diretor de fotografia de O Labirinto do fauno, Guillermo Navarro, aliada aos efeitos da empresa Spectral Motion, as incríveis idéias de Del Toro resultam em cenas como a do mercado dos elfos, ou ainda à planta gigantesca que emerge do subsolo de Nova Iorque, e logo depois se desmancha em pólen, transformando a big apple em uma literal, “selva de pedras”. Imaginar estas cenas é apenas um aperitivo para um filme com tamanha beleza que enchem os olhos do espectador.




Melhor maquiagem.

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