Wall•e: coração humano em corpo de robô.

A saúde do planeta Terra é colocada diariamente em pauta, das mais diversas maneiras possíveis. Quando um furacão assola todos os habitantes de uma ilha, queimadas destroem mansões de Hollywood, ou ainda apagões deixam cidades inteiras à beira do caos, uma causa é sempre apontada como o início de todos os problemas: o homem. Dentro das possibilidades, alguns encaram a questão com seriedade, outros nem tanto.
À primeira vista, pode-se parecer um tanto quanto estranho e até mesmo questionável, mas a comparação que será feita adiante, terá o seu certo sentido. Assim como o assunto da preservação ambiental é pouco levado a sério, no meio cinematográfico, as animações são olhadas sempre com os cantos dos olhos. Sempre tidas com preconceito, como filmes para a criançada, imagino que já é hora do grande público perceber de uma vez por todas que, não são apenas os pequeninos que se derretem por um bom filme de animação.
Procurando atingir não somente esse filão “verde” de quem busca a incessante reabilitação do planeta Terra, juntamente com os apaixonados pelo mundo das animações, à produtora Disney-Pixar deu vida ao seu longa metragem de número nove, trazendo-nos a história protagonizada por Wall•E (idem, EUA, 2007), um simpático robô que tem como principal função, limpar todo o lixo deixado pelo homem na face do planeta.
Num futuro distante, para ser exato, no ano de 2700, a Terra, sobrecarregada de tanto lixo, não consegue mais comportar vida humana. A única solução encontrada pelo homem é a nave espacial Axiom, localizada na órbita do planeta. Enquanto a vida prossegue nas alturas, um grupo de robôs é criado para tentar fazer a limpeza e compactação dos resíduos deixados para trás. A idéia do homem de retornar à Terra no período de cinco anos, logo se estende para o status de tempo indeterminado.
O grupo de robôs, intitulados Wall•E não suporta as condições adversas do local e logo param de funcionar. Setecentos anos depois, apenas único exemplar do robozinho, no entanto, continua funcionando, e passa a vagar pelo planeta realizando a tarefa a qual ele foi programado para fazer. Nesse espaço de tempo, sua consciência e personalidade se expandem, assim como o interesse pela cultura de um povo que ele nunca conheceu e seu respeito pela vida – reconhecida por ele apenas na forma de uma pequenina muda de planta ou sua companheira, a baratinha de estimação, Spot.
Tudo na vida rotineira do robozinho muda quando, num dia comum, chega dos céus uma nave trazendo Eva, uma nova espécie de robô, mais modernizada e astuta, enviada para vasculhar a Terra, à procura de exemplares vegetais vivos, analisando assim a possibilidade de evolução da vida por aqui. A felicidade do protagonista, porém, dura pouco e, quando Eva é chamada de volta à estação espacial Axiom, Wall•E agarra-se a nave que a transporta para causar diversas confusões no espaço.
Sustentando o mesmo clima de despretensão que uma animação deve ter, Wall•E se utiliza do preconceito de que filmes assim, como este, são feitos para crianças, para elucidar a importância da preservação do planeta, com o perdão do trocadilho, plantando uma semente exatamente em terrenos férteis e puros, como a mente infantil, porém sem se deixar cair na quase inevitável banalidade do assunto.
Dirigida por Andrew Stanton (do esplendido Procurando Nemo), a animação, apesar de não ter tido grande bilheteria nos cinemas brasileiros - uma pena, diga-se de passagem – se mostra impecável, principalmente no quesito emoções. Se comparado ao pai do cinema mudo, Charles Chaplin, o protagonista aqui no caso, também deverá ter seu valor reconhecido por décadas já que, sem dizer nada além de seu nome e de sua amada, consegue se expressar de forma soberba.


A saúde do planeta Terra é colocada diariamente em pauta, das mais diversas maneiras possíveis. Quando um furacão assola todos os habitantes de uma ilha, queimadas destroem mansões de Hollywood, ou ainda apagões deixam cidades inteiras à beira do caos, uma causa é sempre apontada como o início de todos os problemas: o homem. Dentro das possibilidades, alguns encaram a questão com seriedade, outros nem tanto.
À primeira vista, pode-se parecer um tanto quanto estranho e até mesmo questionável, mas a comparação que será feita adiante, terá o seu certo sentido. Assim como o assunto da preservação ambiental é pouco levado a sério, no meio cinematográfico, as animações são olhadas sempre com os cantos dos olhos. Sempre tidas com preconceito, como filmes para a criançada, imagino que já é hora do grande público perceber de uma vez por todas que, não são apenas os pequeninos que se derretem por um bom filme de animação.
Procurando atingir não somente esse filão “verde” de quem busca a incessante reabilitação do planeta Terra, juntamente com os apaixonados pelo mundo das animações, à produtora Disney-Pixar deu vida ao seu longa metragem de número nove, trazendo-nos a história protagonizada por Wall•E (idem, EUA, 2007), um simpático robô que tem como principal função, limpar todo o lixo deixado pelo homem na face do planeta.
Num futuro distante, para ser exato, no ano de 2700, a Terra, sobrecarregada de tanto lixo, não consegue mais comportar vida humana. A única solução encontrada pelo homem é a nave espacial Axiom, localizada na órbita do planeta. Enquanto a vida prossegue nas alturas, um grupo de robôs é criado para tentar fazer a limpeza e compactação dos resíduos deixados para trás. A idéia do homem de retornar à Terra no período de cinco anos, logo se estende para o status de tempo indeterminado.
O grupo de robôs, intitulados Wall•E não suporta as condições adversas do local e logo param de funcionar. Setecentos anos depois, apenas único exemplar do robozinho, no entanto, continua funcionando, e passa a vagar pelo planeta realizando a tarefa a qual ele foi programado para fazer. Nesse espaço de tempo, sua consciência e personalidade se expandem, assim como o interesse pela cultura de um povo que ele nunca conheceu e seu respeito pela vida – reconhecida por ele apenas na forma de uma pequenina muda de planta ou sua companheira, a baratinha de estimação, Spot.
Tudo na vida rotineira do robozinho muda quando, num dia comum, chega dos céus uma nave trazendo Eva, uma nova espécie de robô, mais modernizada e astuta, enviada para vasculhar a Terra, à procura de exemplares vegetais vivos, analisando assim a possibilidade de evolução da vida por aqui. A felicidade do protagonista, porém, dura pouco e, quando Eva é chamada de volta à estação espacial Axiom, Wall•E agarra-se a nave que a transporta para causar diversas confusões no espaço.
Sustentando o mesmo clima de despretensão que uma animação deve ter, Wall•E se utiliza do preconceito de que filmes assim, como este, são feitos para crianças, para elucidar a importância da preservação do planeta, com o perdão do trocadilho, plantando uma semente exatamente em terrenos férteis e puros, como a mente infantil, porém sem se deixar cair na quase inevitável banalidade do assunto.
Dirigida por Andrew Stanton (do esplendido Procurando Nemo), a animação, apesar de não ter tido grande bilheteria nos cinemas brasileiros - uma pena, diga-se de passagem – se mostra impecável, principalmente no quesito emoções. Se comparado ao pai do cinema mudo, Charles Chaplin, o protagonista aqui no caso, também deverá ter seu valor reconhecido por décadas já que, sem dizer nada além de seu nome e de sua amada, consegue se expressar de forma soberba.

Melhor longa de animação.

Tãaaooooooooo lindo!Não sei até hoje como eu não chorei nesse filme?!
ResponderExcluirAh, já sei, deve ser pq eu nunca choro por nada!rsrsrsrsrsrsrsrsr
Lindo, expressivo e com uma mensagem muito útil!
Com certeza ele deve levar o Oscar de melhor animação!(bom, pelo menos eu votei nele qdo a academia me mandou os papeis para o Oscar 2009!!ahãammmmm!!rsrsr)
beijos, gaténho!