quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Marley e eu: amores e dissabores ao lado do pior cão do mundo.

Current mood: happy.


















Por diversas vezes teimo em dizer que algumas características nas pessoas não devem ser tomadas como virtudes, e sim como obrigações: a honestidade, por exemplo, é uma delas. A fidelidade também é outro elemento indispensável em qualquer boa relação. Quem já não se decepcionou com traições por parte de amigos, parceiros de trabalho, e até mesmo familiares, por conta da falta de lealdade?

Desde os primórdios, temos os cães como a maior referência de lealdade para com nós, seres humanos. Eles não precisam de luxo, de riqueza ou conforto. Para os cães, qualquer tipo de alimentação e um afago carinhoso no topo da cabeça, são suficientes para que eles guardem sua vida, como se fosse dele próprio. Isso é lealdade: retribuir com a vida, o pouco que lhe foi dado.

Atrapalhados? Definitivamente sim. Porcalhões? Um pouco, talvez. Irracionais? Nunca. Assim são os cães. E assim é Marley, um cachorro especial, que nos presenteou, no dia de Natal, com a estréia da adaptação do best-seller do jornalista americano John Grogan, Marley e eu (Marley & me, EUA, 2008), onde este conta a incrível relação de amor e ódio ao lado do “pior cão do mundo”.

Lembrando um ditado um tanto quanto cafona, mas pertinente, “quem casa, quer casa”, correto? E uma casa, obviamente só se torna um lar, com a presença de um fiel escudeiro: o cão. Assim é o início de toda a história de vida dos jornalistas John Grogan (papel de Owen Wilson, Meu nome é Taylor, Drillbit Taylor) e Jenny (Jennifer Aniston, Separados pelo casamento).

Recém instalado em sua nova casa de Miami, Flórida, John, orientado por seu atrapalhado colega de trabalho Sebastian (o Dr. Mark, de Grey’s anatomy), tenta afastar a idéia de Jenny ter um filho – tão cedo, segundo ele – presenteando-a com um filhote da raça labrador, elemento que a distrairia por um certo tempo, até que a estabilidade pudesse levá-los a realmente pensar em um bebê.

O que John não imaginava é que o pequenino filhote, dentro de alguns meses, se transformaria em um enorme e encorpado labrador de 43 quilos, cheio de vontade de destruir tudo que vê pela frente, desde seu pote de comida, até sapatos e sofás.

O diretor, David Frankel, que já havia acertado em cheio em O diabo veste Prada, outra adaptação literária para os cinemas, acerta a mão novamente em Marley e eu. Assim como no livro de John, obviamente mais detalhado do que a película, até mesmo pelo curto tempo de um filme, a avalanche de emoções encontradas entre a incrível fenda entre o riso e o pranto – escrevo com conhecimento de causa, dão um toque especial à história.

Tendo isso em mente, Frankel aproveita extremamente bem, tanto o timming para a comédia, por parte de Wilson, quanto os toques de dramaticidade que Jennifer Aniston consegue incorporar na personagem, por diversas vezes severa, de Jenny, mantendo assim a sinceridade de emoções anteriormente proposta por Grogan nas páginas de Marley e eu.

Claramente a película não substitui uma boa leitura, que no caso aqui, digo eu, deveria ser obrigatória, mas acaba por ser um complemento de uma história recheada de outros tantos eventos hilários que permeiam a vida do pior cão do mundo, como quando Marley tenta ser colocado na linha pela Sra. Kornblut (papel de Kathleen Turner), sem sucesso algum, e ainda acaba por se atracar com as pernas da dura treinadora.

Talvez como um cão, propondo aqui o melhor sentido da palavra, o diretor David Frankel treinou fielmente sobre as páginas que relatavam a mais intocável história entre um homem e seu cachorro, suas afinidades e diferenças, seus amores e dissabores, sua vida e sua morte, dando a Marley e eu, o tom da mais bela história de fim de ano. História essa que está longe de ser um conto de fadas.


Currently listening: The black parade, by My Chemical Romance.

2 comentários:

  1. Eu TINHA que ser a primeira a comentar, claro, sou sua fã numero um, pôxa!!rsrsr

    Acho que sou suspeita pra falar dos seus textos,mas desse em especial, pq amei o livro, o filme, me mateeeei de chorar nos dois e posso falar com a mais plena certeza que o seu texto está mostrando exatamente o que o Marley é: O MELHOR cão do mundo!rs

    Parabens pelo texto e pelo novo cantinho, adorei, ainda mais pq vc esta usando as 2 fotos que eu mais gosto...rs.Tá lindo!Adorei.


    beijos e mais beijos

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  2. Gostaria de deixar minhas considerações de apoio proprietario dizer que estamos juntos

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