quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Especial Oscar 2009 - Quem quer ser um milionário?

Quem quer ser um milionário?: a grande festa de um cão sarnento.

Há alguns anos, o Oscar, a maior festa do cinema mundial já dava indícios de que a Academia – os votos de 5800 pessoas, provindos de mais de 30 países – estava começando a se cansar das mesmices de oitenta anos consecutivos de premiações.

A alternatividade e graça de filmes pobres em orçamento, e riquíssimos em história, como A pequena miss sunshine e Juno, já alertavam que, mais dia, ou menos dia, uma superprodução como O curioso caso de Benjamin Button, formada por um elenco tipicamente americano – vide Brad Pitt no papel principal, seria facilmente trocada por uma obra-prima focada no terceiro mundo.

Não é segredo para ninguém que Danny Boyle é um gênio para mim. Um ser que traz para a vida de qualquer pessoa Trainspotting e Extermínio simplesmente não pode passar desapercebido. Apesar de sempre ter seus filmes taxados como “muito video-clipe”, o diretor escocês se tornou de fato um ícone da direção de cinema.

Para aqueles que imaginavam que sua carreira estava se extinguindo aos poucos, e que seu legado se estendia apenas aos dois filmes acima citados, no começo deste ano, uma “surpresinha” intitulada Slumdog Millionaire – algo como “favelado milionário” – fez com que os valores cinematográficos de Hollywood fossem reavaliados.

O roteiro de Quem quer ser um milionário? (Slumdog Millionaire, ING, FRA, 2008) novo filme de Boyle, com pré-estréia prevista para hoje - e estréia nacional no próximo dia 06 de março, baseado na obra Q and A, escrita por Vikas Swarup, lançada em 2005, possui dois adjetivos centrais: simples e envolvente.

Jamal Malik (Dav Patel) é um tímido garoto indiano que viveu toda a sua infância e adolescência nas favelas de Mumbai, Índia, dividindo alegrias e tristezas com seu irmão Salim. Agora com 18 anos, está prestes a se tornar um milionário, por pura ironia do destino: participar da versão indiana de Quem quer ser um milionário? (algo como o extinto Jogo do Milhão de Silvio Santos), para encontrar seu amor de infância, Latika (a bela Freida Pinto), espectadora assídua do programa, de quem foi afastado quando criança.

A cada pergunta feita à Jamal, uma resposta pensada, repensada e correta sai de sua boca, deixando o apresentador do programa cada vez mais intrigado com a grande sabedoria de um garoto tão jovem. Fica a dúvida: estaria Jamal trapaceando? A sorte estava ao sei lado o tempo todo? As perguntas eram fáceis demais, ou para cada resposta certa, existia uma lição de vida acumulada pelo garoto em sua trajetória?

Assim como Fernando Meirelles trabalhou com a África em O jardineiro fiel, Danny Boyle retira extrema beleza de um lugar como a Índia, repleto de pobreza e disparidade socioeconômicas. A soma do colorido do figurino, a velocidade como a história flui e o carisma dos personagens beira o sublime.

Com dificuldades em conseguir uma boa verba para realizar a película, Boyle quase foi obrigado a lançar Quem quer ser um milionário? Diretamente no formato de DVD. Parece que, assim como na história de Jamal, a sorte estava colada no diretor escocês, fazendo seu árduo trabalho ser a sensação do momento ao redor do mundo.

Concorrente a dez estatuetas na festa de domingo passado, Quem quer ser um milionário? acabou levando pra casa oito delas, incluindo Melhor filme, Melhor diretor e Melhor roteiro adaptado, além de outros 63 prêmios de cinema. Ao que parece, um vira-latas, com seu olhar de piedade e carisma sem igual, fez com que a grande e poderosa indústria de cinema americano, merecidamente se curvasse frente ao melhor estilo Bollywood de fazer histórias que celebram a vida.

Ao Oscar, minhas desculpas.

And the Oscar goes to...

Antes de qualquer coisa, sei que devo explicação aos poucos que passam por aqui todo dia, semana ou mês. Explico-me porque nunca tinha vindo com a idéia de fazer um especial, de qualquer tipo que fosse este, mas finalmente, com o novo blog, e com a possibilidade de ver todos (sim, eu disse todos!) os filmes concorrentes às principais categorias do Oscar, antes do grande dia da premiação dos Academy Awards, resolvi fazer o “Especial Ocar”, com resenhas e apostas para cada filme concorrente.

O resultado não foi totalmente satisfatório, eu admito. A corrida para escrever a maior quantidade de resenhas, sobre os melhores, ou mais visados filmes realizados em 2008, lançados também neste início de 2009, foi atolada de outras tarefas do dia-a-dia a serem cumpridas, portanto, muitos filmes ficaram de fora.

Mas ainda assim, como o Oscar sido realizado no domingo passado, e com praticamente quase todas as películas já disponíveis, ou em salas de cinema ou em DVD, eu faço aqui a promessa e dar a minha opinião, fazer minhas próprias críticas e analises sobre aqueles que levaram ou que apenas concorreram ao “soldadinho de ouro” do cinema.

Seguem abaixo os ganhadores do Oscar 2009 - em vermelho aqueles que acertei em cheio.

Melhor filme: Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor diretor: Danny Boyle (Quem Quer Ser um Milionário?)

Melhor ator: Sean Penn (Milk - A Voz da Liberdade) – Apostei em Mickey Rourke, e acho que deveria
haver um empate aqui!

Melhor atriz: Kate Winslet (O Leitor)

Melhor ator coadjuvante: Heath Ledger (Batman: O Cavaleiro das Trevas)

Melhor atriz coadjuvante:
Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona) - Sabia que penélope ganharia, mesmo querendo que Amy Adams levasse o prêmio, por ser muito mais competente.

Melhor animação: Wall-E

Melhor filme em língua estrangeira: Departures - Aposte em Valsa com Bashir,
por estar sendo muito comentado.

Melhor roteiro original: Milk - A Voz da Liberdade

Melhor roteiro adaptado: Quem Quer Ser um Milionário?

Melhores efeitos especiais: O Curioso Caso de Benjamin Button - Apostei em Batman.

Melhor direção de arte: O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor fotografia: Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor mixagem de som: Quem Quer Ser um Milionário? - Apostei em Batman.

Melhor edição de som: Batman: O Cavaleiro das Trevas

Melhor trilha sonora original: A.R. Rahman (Quem Quer Ser um Milionário?)

Melhor canção original: Jai Ho (Quem Quer Ser um Milionário?)

Melhor figurino: A Duquesa

Melhor documentário de longa metragem: Man on Wire

Melhor edição: Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor maquiagem: O Curioso Caso de Benjamin Button - Acharia mais justo Hellboy 2 levar o prêmio!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Especial Oscar 2009 - O lutador

O lutador: o medo, a dor e a glória de Rourke fazendo o papel de sua vida.

Se existem dois diretores completamente visionários no mundo, para mim, são eles: Danny Boyle e Darren Aronofsky. Ambos são plenamente importantes para o cinema exatamente por terem transportado – com extrema seriedade, fidelidade e maestria – obras literárias de difícil digestão para as telonas.

No caso de Boyle, seu trabalho em dirigir Trainspotting, um filme que usa como mote principal o grande problema social dos viciados em drogas – aqui no caso, a heroína – , os apertos, reações e conseqüências que se passam com aqueles que realmente se tornam escravos da dependência, ultrapassou limites tanto estéticos, quanto de quaisquer outras naturezas.

Com Aronosfsky, o caminho trilhado na direção de cinema foi muito semelhante ao de Boyle. Um de seus primeiros trabalhos atrás das câmeras foi Réquiem para um sonho, filme adaptado da obra homônima de Hubert Selby Jr., de difícil leitura, que abordava exatamente o mesmo tema de Trainspotting, e que também acabou por se tornar cult após virar filme.

Porém, após anos passados desde o começo de suas carreiras, ambos se encontram em 2009, para os Academy Awards, cada qual em suas categorias. Explicando melhor, Boyle definitivamente levou grande vantagem com seu mais novo filme Quem quer ser um milionário?, indicado a 10 Oscar (em 9 categorias), contra apenas duas indicações de O lutador (The wrestler, EUA, 2008), o projeto mais recente de Aronofsky.

Muito se tem falado sobre a ressurreição do ator Mickey Rourke (de Sin city), interpretando Randy “The Ram” Robinson, um ícone da luta livre da década de oitenta, e sua vida jogada escada abaixo após grande sucesso. A excessiva exposição do ator na grande mídia, e o praticamente confirmado Oscar, de Rourke, têm como base as desastrosas semelhanças entre as vidas do ator e de seu personagem.

Após ganhar um bom dinheiro participando e se tornando uma das caras mais famosas da luta livre americana na década de oitenta, Randy Robinson, nos dias atuais, vive do dinheiro de ínfimas participações em circuitos decadentes do esporte, complementados com bicos que ele faz de carregador num almoxarifado de um supermercado local.

Miseravelmente vivendo em um trailer caindo aos pedaços, seu único parente vivo é Stephanie (Rachel Ewan Wood, de Across the Universe), uma filha que ele abandonou juntamente com a mãe, quando a menina ainda era pequena. Sendo assim, uma das únicas pessoas que quem o lutador do título ainda pode conversar é a stripper Cassidy (Marisa Tomei, de Antes que o diabo saiba que você está morto, também em esplendida atuação), a quem ele tem que despender uma certa grana para que o papo role solto.

Devido ao abuso de drogas, e por sua boca grande, Rourke ficou por muito tempo completamente queimado e esquecido em Hollywood. Tentou ser boxeador, o que gerou as grandes cicatrizes e deformações em seu rosto. Agora, tirou novamente a sorte grande em ser escalado por Aronofsky, que se arriscou em receber de braços abertos um ator visto como encrenca, para realizarem em conjunto um trabalho de soberba indescritível.


Randy, no filme, assim como Rourke na vida real, nada contra uma forte maré para tentar alavancar a sua vida. “Fazer tudo certo desta vez, e não cometer os mesmos erros do passado”, se aproximando de sua filha, e tentando manter um bom trabalho, que supra suas necessidades. Fazer o caminho inverso, e ressurgir, da derrocada à ascensão, disseminando seus problemas.

Segundo entrevista dada à uma grande revista, Rourke disse que uma das cenas mais dolorosas de se fazer é a de seu trabalho como balconista no supermercado, onde um cliente diz uma frase difícil de ser encarada para qualquer celebridade decadente: “Eu te conheço de algum lugar, mas não consigo me lembrar de onde!”.

Ao que tudo indica, se Rourke, assim como The Ram fizer “tudo certo dessa vez”, seus demônios exorcizados não terão chances de volta, e o medo do ostracismo pode nunca mais bater à sua porta.





Melhor ator e Melhor atriz coadjuvante.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Especial Oscar 2009 - O leitor

O leitor: um Oscar com nome já gravado.

Sou do tipo de pessoa que não gosta de contar vantagens até todo o processo ter corrido como o planejado, mas até onde sei, uma premiação do Oscar nunca teve um nome tão óbvio para ganhar uma estatueta como o de Kate Winslet para as premiações do próximo dia 22.

Indicada seis vezes ao grande prêmio do cinema mundial, a atriz inglesa parece que realmente não terá uma concorrente à sua altura, e levará o Oscar de melhor atriz por seu papel em O leitor (The reader, EUA, ALE, 2008), um drama extremamente denso sobre as conseqüências à que foram submetidos os ajudantes de Adolf Hitler durante o período do Holocausto na Alemanha.

Apesar de ter levado a estatueta do Globo de Ouro com Foi apenas um sonho, drama ingnorado pela academia, onde atua com Leonardo DiCaprio, seu companheiro de Titanic, Kate também abocanhou a estatueta de melhor atriz coadjuvante pelo mesmo papel ao qual está sendo indicada na categoria principal nos Academy Awards (Oscar).

Dentre as cinco categorias as quais o filme está sendo indicado, uma delas pode ir parar nas mãos do diretor Stephen Daldry, que também dirigiu Billy Elliot e As horas, atestando com O leitor o seu verdadeiro poder de realizar filmes irretocáveis.

A trama narra a história de Hanna Schitz (Kate Winslet), uma adorável moça que trabalha como cobradora de bondes na Berlim de 1958, onde acaba conhecendo Michael Berg (o ator alemão David Kross), um garoto quinze anos mais novo que ela, quando este passa mal, requerendo assim, cuidados especiais.

Logo o garoto se apaixona perdidamente por Hanna, que em troca de seu amor, pede apenas para que Michael leia livros para ela, já que acha extremamente bela a maneira como o rapaz o faz. Por caminhos tortuosos de seu passado, Hanna se distancia do garoto, o reencontrando oito anos depois, em um julgamento por crimes de guerra, pelos quais a já então quase senhora está sendo acusada.

Na fase adulta, Michael é interpretado por Ralph Fiennes (de A duquesa), que tem que conviver com uma angústia sem limites, resultado de atitudes que ele poderia ter tomado quando era garoto, mas que as deixou de fazer, exatamente devido ao fato do conflito pelo qual ele passa, e que nos faz passar juntamente: o ódio em ter compaixão por uma pessoa que tem um passado como o de Hanna.

Poderoso, mágico e mais uma vez digo, irretocável, O leitor pode ser uma zebra que corre por fora nesta grande festa do Oscar, podendo atrapalhar O curioso caso de Benjamin Button, filme do diretor David Fincher (Zodíaco), recordista de indicações deste ano, em 13 categorias.


Melhor filme, Melhor diretor, Melhor atriz, Melhor roteiro adaptado e Melhor fotografia.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A famigerada lista do adultério!

Estou me sentindo: acordado.

Relembrando uma clássica briga entre Ross e Rachel (ou seria Monica e Chandler?) de Friends, a extinta, porém vívida, série americana que habita nossa memória, me peguei discutindo com a Lu sexta passada sobre a nossa lista de celebridades que poderíamos pegar, mesmo namorando, sem que isso caracterizasse traição na cara dura!

Para quem não viu o episódio, ou por alguma outra razão não assistia a sitcom, o caso foi que, o casal simplesmente resolveu fazer uma lista com cinco pessoas do meio artístico que, caso encontrassem numa balada, rua, chuva ou casinha de sapê, poderiam ter o aval do companheiro para simplesmente cantar, tentar a sorte e quem sabe se atracar com o sexo oposto no momento de mais pura sorte - afinal de contas, não é todo dia que encontramos e temos a possibilidade de chavecar celebs mundo a fora!

No meu caso, foi difícil encontrar apenas cinco mulheres celebridade com quem eu facilmente ficaria - and more, of course! Mas me empenhei e com dor no coração, acabei deixando de fora da minha lista beldades como Anne Hathaway, Natalie Imbruglia, Rachel Bilson, Kylie Minogue, Jennifer Aniston e Katy Perry, para chegar à seguinte top 5 da minha vida de adúltero consentido:


1 – Nelly Furtado


2 – Lindsay Lohan




3 – Elizabeth Hurley



4 – Mischa Barton



5 – Jennifer Lopez




Por curiosidade, gostaria que os leitores também colocassem aqui sua pequena lista de cinco celebridades com quem facilmente sairiam!

Acho que por hoje é isso.

Até amanhã.


Estou ouvindo no momento: One of the boys, de Katy Perry.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Especial Oscar 2009 - Dúvida

Dúvida: guerra entre gigantes da sétima arte.

A guerra de egos é um fator que já afetou muito o cinema. Atores que querem ser donos de Hollywood e alcançam um sucesso apenas efêmero, e outros que conseguem seu espaço, mostrando talento e “comendo pelas beiradas”, atingindo sucesso inabalável. Mas um outro tipo de guerra é muito melhor retratado nas películas: o duelo de personagens interpretados por grandes atores.

Não há preço que possa ser pago, quando nos deparemos com duas grandes personalidades do meio cinematográfico interpretando personagens memoráveis, embebidos em histórias que invariavelmente se tornarão célebres para a sétima arte.

É exatamente nessa luta desarmada entre monstros do cinema que Dúvida (Doubt, EUA, 2008), filme que estréia nessa sexta-feira em circuito nacional, se apóia. Os gigantes que se digladiam já são velhos conhecidos do público, e o enredo não nos trás nada que ainda não é sabido.

Meryl Streep, que ganha aqui sua décima quarta indicação ao Oscar, vive irmã Aloysious, uma freira amargurada e irredutível com a educação dos alunos de um colégio cristão, onde ela é diretora, sempre amparada por outras irmãs, que lecionam no local. Acima de seu cargo está padre Brendan Flynn (Philip Seymour Hoffman, em mais uma atuação embasbacante, indicado ao Oscar de Melhor ator coadjuvante), com quem Aloysious possui uma relação nada amistosa.

A história, ambientada em 1964, possui dois elos que ligam os personagens de Streep e Hoffman. Um deles é irmã James (Amy Adams, de Encantada, indicada ao Oscar de Melhor atriz coadjuvante), uma freira carinhosa e extremamente dedicada a seus alunos, que tenta incessantemente instaurar a paz dentro do convento. Essa paz que James tanto busca começa a ser ferozmente ameaçada com a chegada de Donald Miller, o primeiro aluno negro aceito no Colégio St. Nicholas, no Bronx.

Além do fato de ser negro, o garoto é introvertido, se tornando assim um alvo fácil do preconceito dos outros alunos – clichê de qualquer escola americana. Testemunha dos apertos pelos quais o garoto Miller passa, Padre Flynn faz dele seu novo protégé, o que desencadeia a real "dúvida" que intitula o filme. É como olhar uma foto em que um beijo na face, parece ser dado na boca. Irmã James vê algo, que à ela parece ser um assédio, e assim o estopim é formado para que a iminente guerra entre o padre e a madre-diretora tenha início.

John Patrick Shanley (Oscar de Melhor roteiro por O feitiço da lua, de 1987), dirige seu segundo filme, seguindo a obra homônima, ganhadora do prêmio Pulitzer, com experiência de quem já o fez muitas outras vezes. Meryl Streep está soberba – impressionante como a atriz consegue mudar suas caracterizações, quando bem conduzida – e Philip Seymour Hoffman concorre como coadjuvante em um papel que facilmente poderia ser indicado como principal.

Uma questão ainda não esclarecida para mim foi a questionável indicação de Viola Davis (Noites de tormenta) para concorrer à Melhor atriz coadjuvante, interpretando a passiva Sra. Miller, mãe do garoto, diante do problema levado à leva pela irmã Aloysious, em uma cena que dura menos do que cinco minutos. Com certeza, atrizes que fizeram muito melhor, e mais, facilmente se destacarão, como a própria graciosa e competente Amy Adams.


Melhor atriz, Melhor atriz coadjuvante (Amy Adams), Melhor atriz coadjuvante (Viola Davis), Melhor ator coadjuvante e Melhor roteiro adaptado.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Especial Oscar 2009 - Apenas um sonho

Apenas um sonho: as sujeiras do sonho americano, varridas para baixo do tapete.

Creio de fazer uma cena de sexo no cinema não deva ser uma situação nada fácil para um ator. Uns e outros, de fato têm maior desenvoltura que os demais para tais performances. Aliada a essa dificuldade, some o fato de seu marido ser o diretor da película em questão, e o fato de seu par romântico do momento já tê-lo sido alguma outra vez, em épocas passadas. Temos assim a presente vida da atriz Kate Winslet.

Em seu mais novo trabalho, o drama Apenas um sonho (Revolutionary Road, EUA, 2008), Kate é conduzida por Sam Mendes, seu marido na vida real, e após onze anos, volta a fazer par romântico com Leonardo Dicaprio, ator com quem já havia contracenado em Titanic, o filme que mais rendeu na história do cinema.

Em cartaz nas salas de cinemas do Brasil, o enredo foca o conturbado relacionamento entre o casal Frank e April Wheeler, que aparentemente vive um comercial de margarina, escondendo a ansiedade, culpa e agonia que habitam o porão de seus sentimentos um para com o outro.

Recém mudado para uma casa no subúrbio de Connecticut, na Revolutionary Road – de onde vem o título do filme, o casal tenta manter seus ideais de independência em serem desprendidos de quaisquer limites sociais daquela década.

Vendo-se cada vez mais parecido com o pai, com quem não tinha um bom relacionamento, Frank acata a idéia de April de se mudarem para Paris, onde ele ficaria em casa e ela sairia para fazer um “papel de homem” no relacionamento, trabalhando como secretária.

O maior dos problemas do casal aparece quando uma boa proposta de trabalho é feita à Frank, e ele aceita continuar nos EUA. Agora a luta é interna, onde ele tende a salvar tudo o que foi conquistado até então, e ela coloca como meta uma fuga para sua liberação, mesmo sabendo que o preço a ser pago pode ser sua vida.

Apesar de bem modelado, perfeitamente ambientado na década de 50, o diretor consegue inserir em Apenas um sonho elementos já presentes em dois de seus filmes anteriores – Beleza americana e Estrada para perdição – tornando-o o que a maioria dos filmes norte-americanos, quando focados nas crises existenciais de um casal daquela época o é: chato, amarrado, e instável.

Em alguns picos catárticos, Kate Winslet e Dicaprio provam obviamente que mudaram – e muito – desde os tempos em que Jack e Rose iam por água abaixo no transatlântico multimilionário, revelando-se a cada trabalho mais atores do que muitos jamais pensaram que poderiam ser.

Apenas um sonho foi indicado em 4 categorias para o Globo de Ouro, fez de Kate Winslet vencedora de melhor atriz dramática, e agora concorre ao Oscar com três indicações – Melhor direção de arte, Melhor figurino e Melhor ator coadjuvante – Michael Shannon, que interpreta o perturbado filho de uma vizinha, e que, apesar de seus problemas mentais, fala com sinceridade o que muitos gostariam de dizer. Creio que passará batido pela premiação.




Melhor Ator Coadjuvante, Melhor direção de arte e Melhor figurino.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Cola o selo aí!


Current mood: good.

Primeiro sim. Último? I hope not...

Pois bem. Primeira vez é aquela coisa séria, não é? Meninas lembram-se sempre do primeiro sutiã. Meninos, talvez da primeira bola que ganharam de Natal? Não sei. Provavelmente nem me lembre o que ganhei no Natal passado ( há apenas um mês!rs). Um blogueiro, tem pura obrigação de lembrar... do primeiro selo - the big fat first stamp.

O bacana é que esse novo blog não tem nem uma semana de vida e já ganhou seu primeiro selo. Isso mesmo! A Juh do blog Garota Vampira (
http://queroseusangue.blogspot.com/) me indicou a receber o selo de blog maneiro, e a agradeço muito por isso.

Como todo "prêmio" tem seus poréns de recebimento, aqui vão as regras para aqueles que receberam este selo, em especial:


1- Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro” que vc acabou de ganhar!!!
2- Poste o link do blog que te indicou. Isso é importante.
3- Indique 10 blogs de sua preferência;
4- Avise seus indicados;
5- Publique as regras;
6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras;
7- Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para
olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.



E como regras, são sempre regras, aqui vão os meus indicados ao selo:

1:
http://girlielooks.wordpress.com/
2: http://www.kriz.blog.br/
3: www.dudapitanga.com
4: http://homensmodernos.wordpress.com/
5: http://judao.com.br/blogs/hollywood/
6: http://ooutroblogdaana.blogspot.com/
7: http://www.carol_rock4.blogger.com.br/
8: http://garotasquedizemni.ig.com.br/
9: http://blogmaislegal.blogspot.com/
10: http://ilustradanocinema.folha.blog.uol.com.br/



Foi extremamente difícil indicar os 10 blogs, e sei que de alguns, não obterei resposta, mas you know what? Azar deles, ok?

Aguardem que essa semana terão diversos posts sobre a corrida pelo Oscar 2009.


Ivan





Current listening: One of the boys, by Katy Perry.