sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Especial Oscar 2009 - O leitor

O leitor: um Oscar com nome já gravado.

Sou do tipo de pessoa que não gosta de contar vantagens até todo o processo ter corrido como o planejado, mas até onde sei, uma premiação do Oscar nunca teve um nome tão óbvio para ganhar uma estatueta como o de Kate Winslet para as premiações do próximo dia 22.

Indicada seis vezes ao grande prêmio do cinema mundial, a atriz inglesa parece que realmente não terá uma concorrente à sua altura, e levará o Oscar de melhor atriz por seu papel em O leitor (The reader, EUA, ALE, 2008), um drama extremamente denso sobre as conseqüências à que foram submetidos os ajudantes de Adolf Hitler durante o período do Holocausto na Alemanha.

Apesar de ter levado a estatueta do Globo de Ouro com Foi apenas um sonho, drama ingnorado pela academia, onde atua com Leonardo DiCaprio, seu companheiro de Titanic, Kate também abocanhou a estatueta de melhor atriz coadjuvante pelo mesmo papel ao qual está sendo indicada na categoria principal nos Academy Awards (Oscar).

Dentre as cinco categorias as quais o filme está sendo indicado, uma delas pode ir parar nas mãos do diretor Stephen Daldry, que também dirigiu Billy Elliot e As horas, atestando com O leitor o seu verdadeiro poder de realizar filmes irretocáveis.

A trama narra a história de Hanna Schitz (Kate Winslet), uma adorável moça que trabalha como cobradora de bondes na Berlim de 1958, onde acaba conhecendo Michael Berg (o ator alemão David Kross), um garoto quinze anos mais novo que ela, quando este passa mal, requerendo assim, cuidados especiais.

Logo o garoto se apaixona perdidamente por Hanna, que em troca de seu amor, pede apenas para que Michael leia livros para ela, já que acha extremamente bela a maneira como o rapaz o faz. Por caminhos tortuosos de seu passado, Hanna se distancia do garoto, o reencontrando oito anos depois, em um julgamento por crimes de guerra, pelos quais a já então quase senhora está sendo acusada.

Na fase adulta, Michael é interpretado por Ralph Fiennes (de A duquesa), que tem que conviver com uma angústia sem limites, resultado de atitudes que ele poderia ter tomado quando era garoto, mas que as deixou de fazer, exatamente devido ao fato do conflito pelo qual ele passa, e que nos faz passar juntamente: o ódio em ter compaixão por uma pessoa que tem um passado como o de Hanna.

Poderoso, mágico e mais uma vez digo, irretocável, O leitor pode ser uma zebra que corre por fora nesta grande festa do Oscar, podendo atrapalhar O curioso caso de Benjamin Button, filme do diretor David Fincher (Zodíaco), recordista de indicações deste ano, em 13 categorias.


Melhor filme, Melhor diretor, Melhor atriz, Melhor roteiro adaptado e Melhor fotografia.

Um comentário:

  1. Aew Ivan, valeu pelo comentário cara. gostei do seu também
    'Opinião Própria"
    Bote a boca no mundo!
    ;)

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