Se existe uma maneira de desmerecer uma banda ou cantor, é colocar seu estilo musical como “pop/rock”. Já ouviram aquela velha história:- Nossa, vâmo bombá na balada hoje que vai tocar uma banda superboa!
- Sério mesmo? Que tipo de música?! Só não me fala que é pagode, hein, miga?!
- Que nada, fica sussa que é poprock!
- Ah! Beleza, bora chamá a galera!
Não existe nada mais deprimente que um rótulo poprock tudojunto pra (des) classificar um artista. Sinceramente, é o típico J. Quest lifestyle (com o perdão de citar os caras. Eu gosto deles). Mas são simplesmente aquelas pessoas que não se contentam nem com o pop, e tão pouco me parecem duronas ou competentes o suficiente para fazerem um bom rock.
Como toda história tem suas exceções, aqui vai uma destas de dar orgulho de comentar.
James Morrison, cantor britânico e, coincidentemente, de mesmo nome de Jim Morrison – sim, ele mesmo, o vocalista do The Doors, que tem como nome de batismo James Douglas Morrison – é o que podemos classificar como um cantor que sabe honrar o nome do poprock atual.
No post abaixo coloquei Jason Mraz no “Já conhece” da semana, mas como não consegui esperar até a semana que vem para fazer mais um post destes, vejo que agora é a vez de James Morrison, 25 anos, cantor da terra do Big Ben, despontar por aqui.
Nascido e criado na pequena Rugby (o mesmo nome do jogo semelhante ao futebol americano), James, desde os cinco anos de idade, já se interessava por música, mas só aos 13 é que realmente começou a levar seu interessa mais à sério, por persistência de um tio, que via grande talento no garoto autodidata.
Sempre compondo suas próprias canções e após testes e apresentações para produtoras, James conseguiu em 2006 gravar seu primeiro álbum, Undiscovered. O resultado? Um trabalho simplesmente impecável.
Por sua voz ser extremamente grave – o que deve dificultar o trabalho com o artista, colocando-o no tom correto – o resultado poderia ser um desastre. Pensem em Daniela Cicarelli gravando algo! Mas o tom perfeito, aliado a letras recheadas de situações onde amor e ódio caminham lado a lado, simplicidade instrumental, sem perder o requinte na produção, fazem de seu álbum de estréia algo realmente sublime, daquele tipo de CD em que nenhum faixa necessita ser passada à frente.
Claro que títulos como You give me something (tema da novela global Belíssima), Wonderful World, Call the police e This boy se sobressaem aos outros, não menos bem realizados.
Nas paradas brasileiras, o cantor está em evidência com a excelente canção Broken strings, um dueto que compartilha com a bela Nelly Furtado, e primeiro single de seu novo trabalho Songs for you, truths for me, que ainda traz a canção Precious love, na minha opinião, uma das melhores canções de sua, ainda, breve carreira.
Ainda recente no meio artístico, James Morrison parece ter para dividir com o público, muito mais do que apenas um nome famoso. Talento nato, letras de garbo, produção de ponta e um público alvo jovem, são elementos praticamente mágicos para um cantor na idade de James e na atual situação de defasagem em que o meio artístico se encontra. Agora que Morrison foi “discovered”, com o perdão do trocadilho, é esperar que a rádio não corrompa sua carreira promissora, repleta de belas canções.

Adorei o texto, Pi!Muito bem humorado e sem ragação de seda além do justo e necessario!!
ResponderExcluirUm beeeeeeeeijo!
PopRock me passa a impressão de algo não definido...
ResponderExcluirAgora já sei quase tudo dele .. rsrs
ResponderExcluirAdorei o post .. vou fazer uma pesquisa rapida e ouvir mais musicas dele .. fiquei curiosa ... pois devo até conhecer o trabalho dele .. mas nunca guardo nomes .. muito menos de musicas .. rsrsrs
Adorei o blog .. sucesso!!
Abç.
Eu conheço o trabalho dele sim e por sinal o dueto com a Nelly Furtado é uma das musicas que mais gosto, broken strings, ótimo post !!!
ResponderExcluirwww.tutoart.net
Quer parceria? add aí mixell__@hotmail.com
amei sua opinião a respeito de pop/rock! rsrsrs..... beijos, menino. E saudades.
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