Nos tortuosos dias da atualidade moderna, onde o ser humano perde cada vez mais o hábito da leitura, quando um escritor lança sua obra literária, e a mesma cai no gosto popular, transitando assim na lista dos livros mais vendidos de um país, angariando fãs das mais diversas idades, o título invariavelmente caminha para apenas um destino: as grandes telas de cinema.A escritora inglesa e uma das mulheres mais ricas da terra da rainha, J. K. Rowling, criadora do bruxo infantilóide Harry Potter, foi uma das precursoras na escrita de livros para o público adolescente, transformando o personagem em uma das figuras mais admiradas por oito entre dez pré-adolescentes ao redor do mundo.
Presenciando o iminente fim da saga de Harry Potter, a dona de casa americana Stephanie Meyer, viu o cargo de “história queridinha dos adolescentes” vagar justamente quando sua criatividade como escritora aflorava, desembocando na nova saga mais idolatrada pelos jovens na atualidade: Crepúsculo, que mais do que depressa se tornou no filme homônimo (Twilight, EUA, 2008), lançado essa semana em DVD em todo Brasil.
Não apenas se apossando do filão antes dominado por J.K Rowling, Stephanie também tomou para si um gênero há tempos abandonado pelo cinema e pela literatura: os vampiros. Na trama, a garota Isabella Swan (Kristen Stewart, de Eu e as mulheres), vai morar com seu pai na fria e pacata cidade de Forks, Washington, onde acaba conhecendo Edward Cullen (Robert Pattinson, de, acredite quem quiser, Harry Potter e O cálice de fogo), um garoto esquisito e intrigante, que esconde um grande segredo: ele é um vampiro sedento por sangue.
O roteiro, também escrito por Meyer, em apenas seis semanas – a péssima qualidade da história não nega – foge do senso comum de colocar vampiros como seres sanguinários e à caça de novas presas dia e noite, romanceando uma história entre dois adolescentes vindos de mundos completamente opostos, o que já havíamos visto na belíssima e definitiva história de Drácula de Bram Stoker.
Como em toda história de romance entre adolescentes, vilões tem sua participação mais do que especial no quesito destruir um casal apaixonado, o que nos leva aos personagens James e Victoria, ambos vampiros do mal, que se mantêm à espreita por uma boa oportunidade de levar Bella para o lado negro da comunidade vampiresca do local.
Até este ponto, a trama se mostra palatável, e até promete algo bom, porém, o grande problema da fita está no baixo orçamento para absolutamente tudo que foi deixado a cargo da diretora Catherine Hardwicke, que já havia dado prova de seu excelente trabalho em Aos treze e Os reis de Dogtown, mas que, simplesmente se rebaixou a fazer um filme como Crepúsculo, onde tudo é sinônimo de falta de produção e o mínimo de dinheiro investido.
Os problemas são diversos, e apenas se acumulam ao longo das duas horas de filme. Os atores escolhidos pelo casting, são totalmente desprovidos de beleza – o que, na obra literária, é frisada como descomunal – e principalmente de talento dramático, o que se justifica nas péssimas interpretações e na falta de química entre Kristen Stewart e Robert Pattinson.
Os figurinos amplamente cafonas, e a trilha sonora mal aproveitada pela boa banda Paramore, são problemas de pouca relevância perto dos terríveis efeitos especiais – a cena de Edward carregando Bella nas costas é risível – e da lamentável filmagem que, por diversas vezes, chegavam a desfocar, ou “estourar”, quando a incidência de luminosidade contra a lente das câmeras eram demasiadas.
Ainda com mais três volumes pela frente – Lua nova, Eclipse e Amanhecer, sem contar a quinta e ultima parte, que não passa de toda história contada pelo ponto de vista de Edward, o que se espera, além claro, da histeria sem propósito do publico infanto-juvenil, é uma boa melhora por parte de roteiro, produção, atuações, figurino, enfim, tudo o que um filme necessita para ser bom, já que, Crepúsculo, se colocou, por si só, muito abaixo da linha da pobreza.

Adorei, pq vc foi justo!rsrs
ResponderExcluirbeijos
Vc está absolutamente enganado no que diz ! Essse filme é único. ela naum tenta imitar esses cliches que tem por aii sobre vampiros. Eu acho ótimo e vc esta completamente equivocado
ResponderExcluirTeu texto foi bem escrito, mas pecastes em um ponto. Não deu pra eu entender se gostastes da estoria, pois criticastes o filme dizendo que o roteiro é ruim, contudo, o maior problema é a falta de dinheiro; então, Com muita grana teriam feito um filme digno de Oscar? Alem do mais, acredito que nenhuma crítica deva passar por "isso ja foi escrito e não é novidade" pois, O que há de novidade saindo hoje nos cinemas?
ResponderExcluirPor fim, quero te dizer que o filme de fato deixa a desejar em muitos aspector que citastes mas recomendo que entre algum dos teus dias muito atarefados, pegues o livro e leia! O grande "Q" de Stephenie Meyer é sua habilidade descritiva, Inegável.
É literatura de massa? É, bem como Paulo Coelho que hoje ocupa a cadeira 21 da ABL e é autor de "só" o livro mais traduzido do MUNDO!
Sr. Nery, não acho que seja correto você afirmar que ultimamente não tenha saido nada de novo nos cinemas. Eu vejo diversos filmes, e aqui friso, alternativos e do main stream, e posso te dizer que MUITA coisa boa está acontecendo por ai sem serem dados os devidos creditos à elas.
ResponderExcluirCrepusculo é sim, um fenômeno mundial. Mas como toda unanimidade é burra, resolvi discordar do que todos dizem. Creio que a história poderia render um bom filme. Como disse, Stephanie é esperta o suficiente para se ater à dois motes principais: adolescentes e vampiros - e mais, romancear uma historia como essa.
O caso é... se ela é tão boa escritora, pq adaptou o roteiro tão mal? A falta de bons efeitos especiais, assim como a qualidade do elenco não negam a ganancia em ver seus livros rapidamente gerarem milhoes nas telonas.
Paulo Coelho é simplesmente lamentavel, o que atesta mais uma vez que, o que está na moda, ou que se populariza facil, não necessariamente é de qualidade. Se fosse assim, como um livro escrito por uma prostituta como Bruna Surfistinha, transitaria nas listas de best-seller brasileiros?
nãi sei se impressão minha...mas ja vi varios post sobre esse filme...e todos dizem que não e grande coisa;;;eu nãoa ssiti e nem li o livro...mas acho que esse vampiro ai não e chegado rsrsrs;;;;;
ResponderExcluirOIe Ivan...só dei uma passadinha por aqui. Vc sempre polêmico,rs
ResponderExcluirsucesso com seu blog cara nova :)
bjinhos Mari
Eu acho que este Ivan é doido alias sei o por quê. Este filme é otimo adoro vampiros e tambem é uma obra prima da literatura egipcia eclesiastica do sul da frança, não sei se entendeu, porem Joanopolis entende o que eu falo, o filme é animal, a melhor cena é do cara subindo a arvore muito bem feito não da nem para perceber que é efeito especial ( muito real ) amei. Sr Ivan reveja seus conceitos por favor.Beijo Mr m
ResponderExcluirafff...a cena do Edward subindo na arvore? francamente chapolin colorado voando na pedra é mais bem feita doque essa cena..desculpe anonimo..ou não né!!Ma o sro Ivan tem razão em afirmar q o filme é um bosta!O livros até q gostei sim!!
ResponderExcluirMule sou eu!! bjs
ResponderExcluirmule emule? qual a lingua de voces, alo???? terra!!!! que gente mais tosca...aff!!! sem coment to besta...brega é minha avó. Sobre o filme, é bom porêm poderia haver melhoras. Até...Monique
ResponderExcluirEu concordo em relação a falta de talento da grande maioria do elenco escolhido, mas o pior ainda está por vir, no quarto livro Meyer faz referencias ao Brasil absurdas e comete erros mais absurdos, como dizer que Bella sabe um pouco de espanhol das aulas que teve na escola, entendendo assim o que uma índia brasileira está falando com o Edward, é de chorar, ainda estou tentando entender se classifico a ignorância sobre o Brasil como cômico ou trágico, pois acredito que, uma vez que ela decidiu falar sobre o nosso país e a nossa cultura em seu livro, acho que poderia ao menos ter estudado um pouco, pelo menos o suficiente para entender que portugues e espanhol definitivamente não são a mesma lingua.
ResponderExcluirPorém confesso que a história, que vc classificou como ruim, não é tanto, uma vez que consegue o objetivo de prender a atenção do público que a devora até o fim, principalmente adocelescentes, a história traz um romance sem fazer apelações sexuais, o que hoje em dia é raro, e o filme é uma ótima pedida, para a sessão da tarde em dia de chuva, mas frustrante para quem gosta de bons filmes e bons efeitos.