terça-feira, 5 de maio de 2009

Alô? Senso? Não me deixe na mão!

Não sou modelo, aliás, estou a milhas de distancia de ser uma pessoa que causa influencias na moda, estilo ou comportamento alheio, e da massa brasileira. Em meus relacionamentos, jamais procurei numa mulher, os estereótipos que fazem as Hollywood girls parecerem todas as mesmas, com seus louros platinados, bronzeado californiano e dentes cegantemente brancos. O diferente me atrai.

Mas apesar de ser relativamente tolerante para estilos, manias e maneiras de ver o lado bom em quem está comigo, uma coisa sim, procuro numa mulher, e sei que minha atual namorada tem de sobra: senso. Senso de como se comportar em uma reunião de amigos, em uma balada lotada, em um passeio ao shopping num domingo qualquer, à mesa num almoço de família, entre quatro paredes, sempre tirando o máximo de proveito do que sua inteligência e, principalmente o seu corpo lhe propiciam.

Digo isso porque tenho a leve impressão de que as mulheres em sua grande maioria, insistem em entrar num manequim 36, quando o seu adequado seria um 38, quando não um 40. Dica: se você não tem uma genética de bulímica, não passa fome e se mata na academia oito dias por semana, ou é triatleta profissional, em suma, você é uma mulher normal, com seus pneuzinhos ou pequenas pochetes naturais atreladas na região abdominal, pense em, ao menos, usar uma calça que te sirva BEM.

É aquela velha história: Um peito pulando pra fora, pode até te ajudar a conquistar algo que deseja, já um pedaço de torresmo gritando “me deixa sairrr!!!”, ali do lado da sua cintura – ou da falta dela! – pode te levar ao lugar onde você menos gostaria de estar: o hall dos ridículos!

Toda essa história e lição de moral, moda e comportamento vem de onde? Da fila dos Correios, onde, hoje, às três e meia da tarde, eu me sentei para esperar por mais de trinta minutos a minha vez de ser chamado e poder enviar dois Sedex para São Paulo, e enquanto isso, fui presenteado com uma cena lamentável: uma mulher completamente sem noção do ridículo ao qual se expusera, lutava contra as leias da física para caber em uma calça de, no mínimo, três ou quatro tamanhos menores do que aquele que, de fato lhe serviria bem, e não contente em não entrar na calça, ainda deixava aparecer a calcinha para fora que levava o escrito PROEZA em diversas formas e tamanhos.

Era isso. Um desabafo do bom senso. Obrigado e tenham um bom dia!

3 comentários:

  1. Muito engraçado o seu texto, Pi!Adorei!(Principalmente na parte do torresmo gritando!ahahahahahaha)
    E claro, obrigada pela parte que me toca!rsrs

    beijos e mais beijos...

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  2. Ivan
    De vez enquando venho aqui dar uma lida. Adorei sua crítica e penso igual a vc.. apesar que confesso que as vezes quero tantooo entrar numa calça menor que meu número rsrsrs
    Mas só corrigindo, eu não tenho torresmos gritando, eu tenho bordas de catupiry altamente delicius, hahahaha
    bjos Mari

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  3. Alo Senso ? Tu tu Tu.... esta ocupado no momento.. isso foi uma metafora do seu brilhante texto meu querido, adorei a associacao de gordinhas e torresmos tambem, tudo a ver! Brilhante. Fabiane Godoy, comentarista

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